É
provável? O êxito da vontade do homem fraco está fixo no núcleo
da sua coragem, contudo, a coragem do homem fraco repousa solenemente
no repositório de sua gentil indolência.
A
VONTADE SUPERIOR
Valores
controversos! Com sentimento aleivoso, o iroso se indispõe sem
compaixão com as escolhas alheias, mas exige o império das suas! E
quanto aos aspectos intrínsecos da dignidade, alardeia tamanha
superioridade – em sua nacionalidade vestal! E até insiste em
reconhecê-la como a única base da estrutura fundamental à família,
negando-se com efeito a empenhar-se para dar legitimidade à
sociedade plural em seu tempo. De modo que a sua participação
espiritual promove a infelicidade enlevada, que movem espíritos
pueris a se confundir como impulso altruísta de suavidade! No
entanto, ninguém comemora um NÃO, mas rir-se do SIM passivamente!
O
TROCISTA E O INCRÉU
Inconvenientes?
O caçoísta, assim como o herege, tem memória imprudente,
característica insalubre, irreflexão conata, própria, todavia,
contrárias são apenas em relação as suas narrativas: o primeiro
carrega sobre si a derrião, a invectiva humilhante; o segundo um
falaz heterodoxo, que insistentemente se opõe às ideias escoradas
em fundamentos corrente, para exaltar as suas alogias reacionárias e
sem solidez nos argumentos (de sua escolha), então, arvora-se
opulento nas razões conduzidas pelo espírito incôngruos.
SE FOR POSSÍVEL
Não alimente ainda mais com a sua peçonha alucinógena congênita o
infeliz, nem o estimule ruminar a acidez da ingratidão
semostradeira, não seja mestre do mal, acepilhe o espírito no
laboratório do bem, para assim fluir um guia fecundo à construção
da paz.
O
NATIVISTA
Quantos
incivis se alçaram
À
fama de jingoistas
Vomitando
estolidez,
Teses
de cunho extremistas
Enodoando
o bom senso
Com
alogias fascistas?
A
QUESTÃO
A
fome não acaba a fome;
A
mágoa não acaba a dor;
O
pranto não acaba o pranto;
O
ódio não acaba o rancor;
O
riso não acaba o riso;
Tudo
depende do amor.
A
IGUALDADE DA LEI
Há
poucas terras para os espertos
Escassas
sombras, rudes desertos,
Reis
soberbos, fâmulos famintos.
A
lei aplica-se a lei à maioria
Na
lei às benesses à minoria,
Moral
venal, direitos extintos.
Num
quadro da ordem imperativa
Imagem
morta de gente viva
Na
favela dos homens distintos!
A
IGUALDADE DA JUSTIÇA
Apesar
de próximos, são estintos,
Em
meio a módulos, labirintos,
De
choças vivas, sufrágios válidos,
Que
empodera a estirpe medonha
A
impor a ordem infame que sonha
O
cosmo dos desejos esquálidos
Estalado
no vão do descuido
Do
modesto há muito extorquido
Pelos
brilhantes cidadãos cálidos.
DESGOVERNO
A
ordem omissa em governos pálidos
Incapazes,
lânguidos inválidos,
Exaure-se
em si por inação.
Colga
rindo a moral da república
Satirizando
a verdade pública
Com
escárnio fútil, danação,
De
origens exordiais anárquicas
Nodoando
as regras hierárquicas
Bases
dos poderes da nação.
FALSA
REALIDADE
Quando
brilha a alienação
Mentes
fúfias sem arguição
Expelem
falsa realidade,
Engodo
à coorte de venosos,
Que
exalam estertores raivosos
Padrões
atrozes d’antiguidade,
Formação
social incomum
Que
feri o século vinte um
Com
a lança fatal da maldade!
No
campo foi-se a simplicidade
Viver
nas ruelas da cidade
Confinada
a espera da morte!
Direita
e esquerda, desdenhado
Humanos
objetos definhando
A
vida nos cavoucos da sorte,
Enquanto,
a impostura prospera
A
indignidade da massa gera
Um
País sem imagem nem porte!