quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ICONES DA HISTÓRIA DA MINHA TERRA

A segunda parte dedicada a

família Paulo Neto, a família de “Seu Né Araújo” e a família do mestre artesão, João Evangelista de Morais (João Girome) 

Mário Bento de Morais

O iluminismo foi etiqueta poderosa do século XVIII (1701-1800), o Século das Luzes, estro que despertou a razão adormecida no “berço “esplêndido” do famigerado absolutismo, assinalado pelo poder nas mãos do monarca que não aceitava submissão a órgãos legislativos, judiciais ou constitucionais. Esse lampejo intelectual veio para reformular, recompor e renovar, com mudanças estruturais a sociedade; um antídoto às truculências do Velho Regime, colocando a “razão acima da fé e da religião’. De forma que o iluminismo teve como coadjuvante intrínseco a “Revolução Industrial”, principiada na Inglaterra, que veio dar novo formato à produção.

Em 04 de julho de 1776, ano bissexto, finda-se a submissão colonial das Treze Colônias a Inglaterra. Assim eram conhecidas antes da Independência. Depois da conquista, as antigas colônias passaram a ser estados soberanos que se uniram em uma república federal. Esse triunfo colocou os Estado Unidos como a primeira nação do continente americano a se tornar independente. Enquanto isso, na américa do Sul, em terras Brasileiras, a efervescência era o “Ciclo do Ouro”.

No século XIX (1801-1900), solidifica a “Revolução Industrial”; o Imperialismos Europeu se faz coroado de esplendor; Itália, Alemanha transformam o mapa Europeu ao unirem territórios fracionados em “Nações ricas e modernas”.

No Brasil, movimentos relevantes, densos e complexos marcam seu povo, como: a independência (1822); o fim da escravidão (1888); a Proclamação da República (1889); revoluções liberais (1848); invenções da fotografia em 1826, a primeira imagem 1839, invenção pratica – e do automóvel em 1885, primeiro carro pratico – e ainda o divino nascimento de movimentos artísticos cultural, o Romantismo com raízes na Europa –  Alemanha, França e Inglaterra, no fim do século XXIII, que só veio ganhar forças no início do século XIX; já Impressionismo marcou o Século das Revoluções.

Na Paraíba, o século XIX chegou com muita turbulência, isto ocorreu por causa da transição do Brasil Colônia para o Império e, posteriormente, para a República, com forte participação em revoltas liberais, crises econômicas e transmutações sociais. A proclamação da República (1889), fez a Paraíba deixar a pecha de província para status de Estado, efetivando o desenlace do Império, enquanto nos bastidores, as elites urdiam instrumentos para o nascimento do aviltante coronelismo e construção das depravadas oligarquias políticas.

O Século das Revoluções, já marchava em busca do seu final, quando trouxe à luz homens que se tornaram lendários com dotes sobre-humanos, os quais, a natureza generosa os fez surgir em São Mamede, vindos das galáxias estelares, para que na tenra idade do século XX, acordasse a aldeia de são Mamede. E em 05 de abril de 1903, Manoel Augusto de Araújo, “seu Né Araújo” e Manoel Faustino da Costa, realizaram naquele chão sagrado a primeira feira e a primeira missa, culminando a ação histórica com o batizado de Afonso Augusto de Araújo, o caçula da primeira família de seu Né Araújo, senhor de Engenho na fazenda “Riacho do Tatu”.

Afonso Augusto de Araújo, “seu Afonso” e Manoel Augusto de Araújo Filho, “seu Araújo”, este último, primogênito do precursor, seguiram as pegadas do incansável animoso, não como senhor de engenho, mas como homens da terra. “Seu Araújo” ainda passou pela política, fora eleito vereador pelo Partido Progressista (PP), no município de Santa Luzia, em 9 de setembro de 1935, como representante do distrito de São Mamede.  Afonso Augusto de Araújo, também passou pela política, na primeira eleição municipal realizada em São Mamede, fora eleito vice prefeito com 1.048 votos, fonte TRE-PB, o que corresponde a 52,96%, dos votos validos. O prefeito eleito foi nesse pleito, foi Inácio Bento de Morais, com 1.100 votos validos, nessa época, votava-se no Prefeito e no vice-prefeito separadamente e por quatro anos estiveram à frente dos destinos de São Mamede de (1955-1959). Depois destas passagens pela arte da construção social, ambos não voltaram mais à política, mas se mantiveram fieis à vida campesinato...

A saga dos feitos extraordinários em São Mamede, descortinou o visionário por excelência o Major Felipe Nery Cabral, senhor de Engenho na fazenda Santa Fé e pai de uma lenda Júlio Nery Cabral e do fidalgo de mãos limpas, José Paulo Neto. José Paulo, tornara-se amigo pessoal de João Goulart, que foi Ministro do Trabalho em 1953 no governo de Getúlio Vargas. O Gaúcho de São Borja, Jango, assim conhecido, consolidou o trabalhismo no Brasil e assumiu a liderança do PTB após o suicídio de Vargas, sendo vice-presidente de JK e Jânio Quadros e presidente do Brasil (1961-1964). Certa vez, José Paulo, apresentado ao Presidente Getúlio Vargas na época por Jango, o presenteou com uma sela de montaria feita pelo mestre artesão João Evangelista de Morais (Seu João Girome) de São Mamede. Papai João, era assim que filhos e netos o chamavam, nasceu em 1893 e faleceu em 1986. Era de fato um gênio!

    Outros magníficos gens da raça humana, que não apenas sonhavam em alcançar a extrema dignidade do caráter, mas com suor e lagrimas, tornavam esses sonhos realidades imensuráveis,  eis as instituições: Cícero José de Maria, seu Cicero Ciriema, fazenda Riacho do Meio sede; Francisco Pergentino de Araujo, “Chico Pergentino”, fazenda Mimoso “sede”; Áureo Clemente Guedes, fazenda Papagaio “sede”; Misael Augusto de Oliveira Filho, fazenda Lajedo Alto “sede” foi nomeado prefeito para instalar o município de São Mamede 1953-1954), quando da sua emancipação política; Nilson Oliveira de Araújo, fazenda Saco de Serra Branca “sede” foi comerciante e prefeito; Manoel Mallet, fazenda Olho D’agua dos Anísios; Crisaldo Emídio de Medeiros, fazenda Várzea Alegre; Ezequiel Marcelino, fazenda Monte, “sede” João Elizeu de Medeiros, Joca Elizeu, fazendo Gatos; Luiz Campina, fazenda Campo de Cruz; Ernesto de Lima, fazenda Pernambuca; João Candido de Medeiros, fazenda Saco do Monte; José Gambarra, fazenda Riacho dos Cavalos.

 

Fontes: Livros didáticos antigos de histórias Gerais e do Brasil;

                 Livros de Histórias da Paraíba;

                 Pesquisas na Internet

     Informações de fatos antigos adquiridos pelo contato

                Com os antigos moradores e cinquenta anos vividos em São Mamede;

 

 

                    


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A LISTA EPSTEIN


Está nos anais de Epstein

Como cumplice da orgia,

Americanos, judeus,

Que transam pedofilia.

São gangsters milionários,

Poderosos, ordinários,

Monstros cruéis, desumanos,

Presunçosos, temerários,

Réprobos, vis, mercenários,

Assoberbados tiranos.


Herdeiros de dinastias,

Europeus sofisticados

Criminosos enrustidos

De barões assinalados.

São lúmpens usando grifes

Com seus traços de patifes

O mal em ação, os exibe,

Destruindo as esperanças

De vulneráveis crianças

Numa ipuã do Caribe.


Concebam uma Nação,

Que sabia, mas negava,

O crime qualificado

Que a nobreza praticava,

Sob um manto de vaidades

Criavam-se mil verdades

Forjadas pelas elites

De lordes americanos

Estupradores insanos,

Opulentos sem limites.


Um país de desvairados,

Toca de saqueadores,

Antro de pedofilia

Terra de sequestradores.

Onde falsos moralistas

Exibem suas conquistas

Dos seus prazeres carnais:

Com crianças traficadas

Para serem estupradas

Nas luxurias sexuais.


Mário Bento de Morais.

 

 

 

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VIVA!!! AGORA SIM.

A cidade está feliz,

Agora sobra prefeitos,

Mas o atraso permanece

Porque não somos perfeitos:

Tem prefeitos com diplomas

Que dominam axiomas

Com seus méritos boçais,

Geralmente, não tem votos,

São puxa sacos devotos

Da corja dos serviçais.


Ganham notoriedade

Bajulando a tirania

Sob o relho cesarista

De torpeza e vilania.

São brindes à lealdade

Que os farsantes da maldade,

Com vigores mandraçais

Espreitam pelos esgotos,

Os delírios dos arrotos

Da corja dos serviçais.


São cabides sem ter votos,

Que se dão bem na cozinha

Adoram os “Restos de Ontem”,

Cultuam as panelinhas.

Às vezes, quando ridículos,

Com a boca nos testículos

São pegos nos lodaçais 

Do caos dos intendentes

Que curtem esses pendentes

Na corja dos serviçais.



Mário Bento de Morais

CLIVAGEM SOCIAL


A cisma atende aos mercados

Da escória Faria Lama,

Que usurpa o País, difama

Com seus golpes orquestrados.


Urde bandos adestrados,

Para encenar, fazer drama,

Instar ódio, tecer trama,

Criar golpes; moderados?


A clivagem toma rumo

Execra, corrigi o prumo

Humano, da fé e da cor,


Isto importa? Vale o poder,

Que aliena e faz arder

Os ossos vivos da flor.


Mário Bento de Morais

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A FOME DA CIÊNCIA


Postulava o estranho em rudes brisas

Ofício na povoação dos mortos,

Cuja saúde, embarcava nos portos,

Deixando a inanição como divisas.


Vibravam os lerdos, presos, absortos,

Nas reflexões pálidas imprecisas,

Incidentais, infames, inconcisas,

Causando-as severos desconfortos.


As massas parvas veem nos jornais

Os dons da ciência em cores banais,

Urdirem rumo à humanidade,


Cega não ouve, mira o brilho e não colhe,

Nem sente a abundancia que lhe tolhe,

Mas crer no poder da fatalidade.

 

Mário Bento de Morais

 

 

sábado, 22 de novembro de 2025

POEMA – MÃE DE LEITE

           Dedicado à minha Mãe, Severina   Lucena de Morais, Mãe de Leite de dezenas de crianças de São Mamede, minha terra, além dos seus 11 filhos.

“O leite é feito de sangue”

A partir de uma filtragem,

Embora não seja sangue,

Mas sangue e leite interagem

De forma significativa

Numa belíssima imagem.


Ao processar a filtragem

Ações extraordinárias

Extraem água e nutrícios

Pelas glândulas mamárias

Glicose, aminoácidos

E as gorduras primárias.


Assim, sintetize o leite

De maneira natural,

Alimento necessário

À formação estrutural

Dos mamíferos, que inclui

Um esqueleto axial.


Pra composição do leite

Conforme as regras normais

O sangue fornece a água

E gorduras especiais,

Proteínas e Lactose

E abundantes minerais.


Quem amamenta se doa,

Partilha algo valioso:

A vida buscando a vida

Num quadro maravilhoso,

Que nem Picasso matiza

Tão grande amor copioso.


As amas de leite levam

Nos seios a vida, provida

De amor para além do bem

E da razão comovida,

Dando-se a realidade

À preservação da vida.


No dia 20 de outubro,

No segundo mês das flores

Corria o ano de 22,

Desperta os céus com louvores,

Cantando Ave Severina

Eram os anjos cantores.


Foi Severina, a Divina

Ama de sublime amor

Dos filhos e mãe de filhos

Que buscavam seu favor,

Nos seios fartos do leite

Santamente, alentador.


Era a Madonna Lactans

Daquele sertão sofrido

Onde só a misericórdia

D’um coração comovido

Carregado de bondade,

Para o bem oferecido. 


Amamentou fartamente

Seus 11 filhos no peito,

Ama nutriz de dezenas

De filhos, que com efeito,

Sorriam-lhe com os olhos

D’um Divino satisfeito.


Fez do doar-se uma prática

De servir e ser servida

Continuo de fé ardente

Numa verdade vivida

Em se dando recebendo

pra celebração da vida.



Mário Bento de Morais 

terça-feira, 4 de novembro de 2025

SÃO MAMDE - FOI ASSIM.


Eras o amparo das dores antigas 

E dos sonhos, que se foram tolhidos

Por injuções de classes e oprimidos

Na origem por quimeras inimigas...

 

Motivados por status reprimidos,

No ego rude da estirpe, as fadigas

Históricas por vias das intrigas

Dos velhos desejos jamais vencidos.

 

E nas ruas sob a luz do fracasso

As ideias de poder sem espaço

Poluíam o espaço descolorindo,

 

A lucidez fecundada no povo,

Que se permite conhecer o novo,

Para encontrar o futuro sorrindo.

 

Mário Bento de Morais