sábado, 10 de outubro de 2026

PENSAMENTOS EM VERSOS


 O PODER DE QUEM MANDA

O1

Eia, sus! Palmas aos donos do mundo,

Poderosos que precisam de ajuda

De gente grossa, arrogante, marruda

Que se disponha a odiar a fundo

Exibindo um sentimento profundo

De desprezo à escória comunista,

Imigrante, apátrida, idealista,

Estratos eleitos como culpados,

Que devem com zelo ser extirpados

Para pôr fim à ideia progressista.

Mário Bento de Morais

02

O SONHO ALÉM DA FORÇA

Não ter poder sobre os nossos sonhos,

Provoca urticárias ao ditador

Tira-lhe o sono, causa-lhe horror

E múltiplos pesadelos medonhos,

Noites em claro, dias enfadonhos.

Maldade exposta, sentimentos espúrios,

Medo da morte dos desejos augúrios,

Abeira-se o fim, chega o desespero,

Odeia o mundo no seu destempero

De paranoia com falsos murmúrios.

Mário Bento de Morais

O3

POR TRÁS DO SORRISO.

Acreditar no que não é verdadeiro

É uma das chances de ser enganado,

A outra chance é portar-se alienado

E recusar-se acreditar por inteiro

Na verdade, sem tornar-se escudeiro,

Dos farsantes nos seus trajes de grifes

Desfilando nas pistas de patifes

Torturando o sorriso pra sorrir

Aos imortais que farão proferir

Acordos pela falta de cacifes.

 

Mário Bento de Morais

04

A DIGNIDADE DO TOLO

Tenho imunidade para mentir,

Desviar, enganar, ser respeitado,

Para isto fui eleito, o mais votado!

Pelos tolos que gostam de curtir

Internet, Fake News, interagir

O lema sobre: Deus, pátria e família

Rachadinha, ladroagem, quezília

De estupido orando a impunidade

Afrontando do povo a dignidade

Com prática onerosa de vigília.

Mário Bento de Morais.

05

O ASSIM VIVEM OS HOMENS.

Os que incomodam vivem de esperança;

Os que mentem procuram o poder,

Cavouco dos que vão para se esconder

Do desejo visceral da mudança.

Os que sonham vigiam a lembrança,

Os que enganam distorcem a verdade

Porque lhes faltam sensibilidade

De viver a igualdade com respeito,

Justificando a justiça, o direito

À vida conforme a realidade.

Mário Bento de Morais

06

A DECADÊNCIA DOS VALORES.

A cobiça destrói os valores éticos,

Os silencia com graves ameaças

Sob as leis de diferentes mordaças

Dispensando os recursos dialéticos.

Para adotar outros padrões estéticos

Em mensagem sutil, subliminar,

Método que tende determinar

A petulância do avaro exibido,

Insolente, presunçoso, atrevido

Que vive disposto a endrominar.

Mário Bento de Morais

07

MASCARA DE VIDRO.

O poder usurpa, sujeita a mente

À doutrina de servil adestrado,

Omisso, excluído, colonizado,

Que se torna um inútil dependente,

Medíocre, às vezes, inconsequente,

Excêntrico frustrado, delirante,

Que a humana miséria rastejante,

Curva-se aos propósitos do tirano,

Celerado eufórico, vã, mundano,

Que se jacta d'uma vida ultrajante.

 Mário Bento de Morais

08

OS DONOS DO MUNDO.

O mundo servo celebra a loucura

Dos agressores que calam as vítimas,

Que sofrem investidas ilegítimas

D'uma gente maldosamente obscura,

Que se vale da falta de estrutura

Cognitiva de baixa tolerância

Ao estresse que provoca dissonância

À mente e descontrole hormonais

Desordens, crises emocionais,

Urdida pela teia da arrogância.

Mário Bento de Morais.

09

A FRAGILIDADE DO CARÁTER COLETIVO

Liberdade, honra - eram promessas

Vagas, inúteis à sobrevivência

No pós guerra, suja de incoerência,

Praticada com as falsas professas

Nos púlpitos com ideias às avessas,

Com recortes frívolos da verdade

Que passa ao largo da realidade

Promovendo ao engenho cognitivo

Insensatez de cunho negativo,

Massificada com leviandade.

 Mário Bento de Morais.

10

OS ESQUECIDOS, MAS HERÓIS.

Por que a história não lembra os escravos.

Nem registra seus feitos nos anais?

Quase sempre os tem como marginais

Sem lembrar as exclusões, os agravos,

Nem mesmo com as medalhas de bravos,

Conquistadas em rudes solavancos,

_Mas que lhes nega, a preços, gestos francos

Contra a cor, a valentia, a coragem

Dos cativos mortos sem homenagem

Para esconder o medo dos "Eus" brancos.

 Mário Bento de Morais

11

OS COMPLEXOS SE MOLDAM

Não basta o sol se não houver sereno;

Não basta a chuva se não houver sol;

Nem basta o jardim sem o girassol

Nem o grande se não houver pequeno.

Não basta amor se não houver aceno;

Nem caminho se não houver atalho;

Não há direito sem um ato falho,

Nem justiça que não seja venal;

Nem início se não houver final

Nem recorte se não houver retalho.

Mário Bento de morais

12

ANTES QUE MORRAM AS FLORES

Se acaso as flores pudessem votar

E elas quisessem eleger um líder,

Certamente não seria um outsider,

Mas quem viesse a causa devotar

Esforços gentis, e assim adotar

As pautas que combatam o grileiro

Usurpador, falsário costumeiro,

E que possa ser forte candidato

Para assumir as rédeas do mandato:

O sol, o beija flor, ou o jardineiro.

Mário Bento de Morais

13

UM NOVO CAMINHO

Sou o todo do nada da consciência

Navegando na indigência do vazio

Retido na vanguarda do estio

A espera d'uma nova experiência,

Que flua livre sem intransigência

Pelo mar sublime da liberdade

Onde as vagas bravias da igualdade

Encontrem o sossego das quimeras

Sem despertar a existência das eras

Que partiram só sem deixar saudade. 

Mário Bento de Morais

14

A NOSSA REALIDADE

Ache-se dentro d'um lindo jardim

Florido; lírios, rosas, margaridas,

Verbenas brasileiras coloridas,

Ao lado d'um majestoso jasmim.

Cuidava o floricultor d'um alecrim

Murcho, que o tortulho quase o venceu

Porém, com zelo aos poucos renasceu,

Mas o fungo se juntou a outras pragas

Causando ao jardim rigorosas chaga

De tristeza o floricultor morreu.

 Mário Bento de morais

 15

ANTÍTESES

Ideias vivas; às vidas mortas

Não terão farturas abundantes.

As colheitas são raras, minguantes,

Sob as nebulosas linhas tortas,

Que fecham a lucidez das portas

À Seara da mente desértica,

Infecunda, sem húmus, hermética,

Pela farsante realidade,

Que exorta toda sua vaidade

Na ilusão da vida sem estética.

Mário Bento de Morais

16

VIVÊNCIA DO CAPITAL

O mercado financeiro

Covil de especulação

Chamariz à exploração,

Reduto de trapaceiro,

Mau caráter ratoneiro,

Gângster da Faria Lama,

Burlão causador de drama

Pelos logros aferidos

Com astúcias cometidos

Os quais que lhe dão má fama.

Mário Bento de Morais

 

 



 

A CONSCIÊNCIA MORTA


Oh, Deus da gente sofrida,

Que vives lá nas alturas

Dos Céus e que tudo vês,

Conheces nossas loucuras,

Nossas falhas sem-pudor

Nossas vidas sem amor

Como abrigo de ignorância

Aonde impera a maldade

Sem paz sem fraternidade

Sem do senhor a substância.

 

Como uma ilha inabitada

Andejando os oceanos,

O homem vela a si mesmo

No desamparo dos anos

Então, descobre os segredos

Da vida por entre os dedos

Aos poucos se despedindo

Da imensidão dos valores

Escassos em suas dores

Para a morte progredindo.

 

Esse avanço natural...

Expressa-se a finitude

Da saga lerda do homem,

Na busca da plenitude.

Mas o olho lhe diminui

A má vontade o exclui

De ver a pura verdade.

Sorrir ao discernimento

Sem dar-se ao constrangimento

Imposto pela vaidade.

 

Daí as sequelas vida afora

Consumindo a existência

Dos sonhos que ainda vivem

Talvez até por influência

Dos astros em dissonância

Ponderando a arrogância

Nefasta da presunção,

Povoando corpo e mente

Deixando o homem doente

Em transe de prostração.

 

Sobre o grabatus do cosmo

Dorme o homem inconcluso,

Culpado por não vencer

Das tempestades recluso,

Por uma força invisível

Que se move incompatível

Com as leis da natureza,

Mas, na regra do mais forte

Da terra se aceita a morte

Como norma de limpeza.

 

Mário Bento de Morais

 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

MOTE/PARA O GADO NADA É MAIS SOCIAL, QUE A SUJEICÃO COMO PADRÃO DE VIDA.


O fogo queima, porquanto há lenha?!

Mas até quando vamos nos arder?

Aceitar os fracassos, nos esconder,

Da vergonha, que nasce na resenha,

Daquele que na crítica se empenha

Como análise de fama adquirida

Nas tocas da consciência falida,

Que pulsam no meio judicial

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

Por anos de severos vendavais

A palavra ao vento consumida

Pela fé da maldade presumida

Nutri, jovens monstros medievais,

Que a utilizam nos seus festivais

Esse oráculo, engodo suicida

À prática idólatra fraticida,

Que refina o mundo essencial:

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

No submundo do verbo, o poder.

Sem empatia, veste-se de raposa,

Dirige-se ao galinheiro, então posa

De galo num esplêndido ascender!

Enquanto lá fora sem entender

A plebe festeja de mão estendida,

Boca trêmula, servil, comovida,

A colher o maná assistencial:

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

Bolso vazio, ferrugem nos dentes,

Anos encardidos de tanto contar

As dores vivas que há no cantar

Das notas cruas dos versos dolentes,

Que nascem mudos nos lugares quentes

Pelo sol candente d'alma sofrida,

Rasgando a carne, abrindo ferida

Na pele do povo inter-racial:

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

As ideias opostas num conflito

De interesses, que envolvem paz e guerra,

A paz sonha herdar os dons da terra

A guerra ganhar com o povo aflito.

Pois, esse mundo, Qu'eu reflito,

Que a natureza parece que olvida

A maldade ou se faz de maluvida

Pra não ler o passado crucial:

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

Mário Bento de Morais

sábado, 2 de maio de 2026

LOUVAÇÃO DE CASAMENTO


Primeiro Ato 

 Apresentação


Meu senhor, dono da casa

Vim lhe atender o chamado,

Sai cedo cheguei a tempo

Sem me fazer de rogado

Pra festa de louvação

Está aqui o seu criado.

 

O meu cantar sossegado

Trouxe lá dos setes mares,

Atravessei sete reinos

Para trazer meus vivares

A todo povo presente

Que vem de todos lugares


Eu trago sete cantares

Cantigas de gratidão,

Para os donos desta casa

As honras de bendição

Dos sete reis coroados

Pra cantar em louvação.


Ouçam-me com atenção

Todo povo aqui presente

Venho lá daquele lado

Dos reinos do oriente

Pra cantar nesse salão

Para avivar essa gente.


Segundo Ato o Casamento


Vamos ter o casamento

Da sua filha primeira

Moça pura, cortejada,

Respeitada na ribeira,

Que receberá um varão

Por esposo vida inteira.


O varão sobre a soleira

Que dá entrada ao salão

Espera a noiva enfeitada

Para a santa comunhão,

Com o povo dando viva

Com palmas pra louvação.


Peço ao santo proteção

E sua benção primeiro,

Os pais da moça abençoem

Pra que seja verdadeiro

O desposório dos noivos

Pelo excelso padroeiro,


Santo Antônio, o bom obreiro,

Que dispersou tanta fama

Por entre as virgens sem dotes

Pobres que pesava o drama

De família sem recursos

Sem arte d’um diorama!


Terceiro Ato Cerimonial


Bem vindos, sejam bem vindos!

Louvemos Deus, o Senhor,

Por todos os dons da vida,

Dádivas de puro amor

Para que sejamos sal

Desta terra com fervor.


Abençoado Senhor,

Divino Rei, Poderoso,

Pai de toda criação,

Deus misericordioso,

Cujo Reino seja eterno

E seu trono glorioso.


Seu poder é grandioso

Eleva-se em todo mundo,

Domina reis arrogantes,

Faz o néscio ser profundo

Dar em dobro a quem merece

Para torna-lo Fecundo.


Obsta Deus o mal imundo

Na vida deste casal,

Não permitais que a maldade

Leve-o ao extremo abissal,

Mas conduza-o com amor

Para o reino universal.

 


domingo, 22 de março de 2026

CRIME DE HUMANIDADE


 Duas nações perigosas

Com padrões de genocidas,

Abjetas, ensandecidas,

Delinquentes, criminosas,

Disfarçadas, mentirosas

Que se dão bem nas matanças

De monstruosas lembranças

Das brutas carnificinas

Nos Nan-viêts, nas Palestinas

Assassinando crianças.


São Vietnãs, Palestinas,

Cubas e Venezuelas,

Nações humildes singelas,

Que duas mãos assassinas

Ao se julgarem divinas

Matam vidas por maldade,

Por ódio, perversidade

Aversões vãs presumidas,

São dotes das homicidas,

Que vivem da crueldade.


As bombas americanas

Que assolaram o Japão,

Viajaram de avião

Além das bestas humanas

Com suas mentes tiranas,

Devastaram Hiroshima,

Nagazaki ficou sem clima

Depois da explosão brutal

Uma borrasca letal

Trouxera a morte de cima.


Outras Nações Soberanas,

Que sofrerem agressões,

Cargas sujas, invasões

Deliberadas, insanas,

Alegações levianas

Motivaram a opressão,

A loucura, a permissão

De matar só por lazer

Egocentrismo, prazer,

Na américa é obsessão.


Assim se deu na Correia,

Na China, na Guatemala,

Na Indonésia nem se fala,

Em Cuba, pobre plebeia!

Na Guatemala, foi feia

A invasão dos anjos-maus

No Congo, no falto Laos,

No Camboja matou por nada,

Na Guatemala, em Granada

A matança gerou um caos.


Atacou o Líbano, a Líbia

A Síria e El Salvador,

Na Nicarágua, o terror

Fez a Nação fraca, tíbia,

Nem uma menção da mídia

Sobre aquela mortandade

Nem ação de caridade

Para atenuar o horror

Somente gritos de dor

Perderam-se na vaidade.


No Irã mataram centenas,

No Panamá uns milhares,

No Iraque mais que trilhares,

No Kuwait várias dezenas.

Foram guerras por melenas,

Ceifando vidas virginais,

Teses farsantes banais

Movendo a geopolítica

Em ação apocalíptica

Nos seus modos Infernais.

 

A Somália ainda geme,

Bósnia, Sérvia e Sudão,

Matou no Afeganistão,

Assassinou no Iêmen.

O Iraque, povo Mosleme

Em sua terra agredido

Violentado, abatido

Com extrema ousadia

Muito mais que covardia

D’uma guerra sem sentido.


No Iraque despedaçou

Vidas em crime de guerra,

Destruindo o povo, a terra

Nisso a ONU fracassou,

Foi faltosa, disfarçou,

Escondeu toda verdade

Sobre a desumanidade

No Iraque, Afeganistão

No Iêmen, Cazaquistão

E na Síria atrocidade.


A américa e Israel

Dizem-se contra o Islã

Querem fulminar o Irã

De forma rápida, cruel,

Esse fúnebre papel

Dessas Noções desordeiras

Sociopata grosseiras,

Maldosamente egoístas

Protetoras de fascistas,

Entusiastas coiteiras.

 

O Irã deve resistir

Essa forma de agressão

E nem ceder à pressão

Que possa vir existir

Nem queira se permitir

Aceitar a escravidão,

Porque toda servidão

Quando o serviçal admite

É sugada sem limite,

Mas sugere gratidão.


O tolo vê o que não vê

Reconhece o que não viu,

Sabe o que jamais ouviu

No entanto, tudo antevê,

Até do mundo o porquê

Da desordem cognitiva

Que sua mente indutiva

Produz asnice frondosa

Que acomoda melindrosa

“Gente nobre” proativa.


Livre-se sempre do tirano

Seja firme, não se dobre,

Ele tem feição de nobre,

Mas com um perfil mundano,

Desvairado, desumano

Ganancioso, perverso,

Arbitrário, controverso,

Desalmado prepotente,

Mentiroso inconsequente,

Um mitômano disperso.

 

 

 

 

 

 

domingo, 22 de fevereiro de 2026

O FÁSCINORA HERÓI


John D. Rockefeller,

O criador da maldade,

Fez riquezas usurpando

O trabalho, a dignidade;

Na saúde só falácias,

Mezinhas sem eficácias

Drogando a humanidade.


Submeteu universidades,

Fraudou muitos protocolos;

Deu forma a educação

Escrava, só para tolos

Dirigidos àquela crença;

Pagou subornou a imprensa

Pra não divulgar seus rolos.


O crime, às vezes, compensa,

Basta ter o aval do Estado,

A casta sabendo disto

Faz projeto floreado:

Mas logo a pandilha apronto

Os tolos pagam a conta

Do País organizado.

 

Mário Bento de Morais

 

 

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ICONES DA HISTÓRIA DA MINHA TERRA

A segunda parte dedicada a

família Paulo Neto, a família de “Seu Né Araújo” e a família do mestre artesão, João Evangelista de Morais (João Girome) 

Mário Bento de Morais

O iluminismo foi etiqueta poderosa do século XVIII (1701-1800), o Século das Luzes, estro que despertou a razão adormecida no “berço “esplêndido” do famigerado absolutismo, assinalado pelo poder nas mãos do monarca que não aceitava submissão a órgãos legislativos, judiciais ou constitucionais. Esse lampejo intelectual veio para reformular, recompor e renovar, com mudanças estruturais a sociedade; um antídoto às truculências do Velho Regime, colocando a “razão acima da fé e da religião’. De forma que o iluminismo teve como coadjuvante intrínseco a “Revolução Industrial”, principiada na Inglaterra, que veio dar novo formato à produção.

Em 04 de julho de 1776, ano bissexto (calendário gregoriano), finda-se a submissão colonial das Treze Colônias a Inglaterra. Assim eram conhecidas antes da Independência. Depois da conquista, as antigas colônias passaram a ser estados soberanos que se uniram em uma república federal. Esse triunfo colocou os Estado Unidos como a primeira nação do continente americano a se tornar independente. Enquanto isso, na américa do Sul, em terras Brasileiras, a efervescência era o “Ciclo do Ouro”.

No século XIX (1801-1900), solidifica a “Revolução Industrial”; o Imperialismos Europeu se faz coroado de esplendor; Itália, Alemanha transformam o mapa Europeu ao unirem territórios fracionados em “Nações ricas e modernas”.

    No Brasil, movimentos relevantes, densos e complexos marcam seu povo, como: a independência (1822); o fim da escravidão (1888); a Proclamação da República (1889); revoluções liberais (1848); invenções da fotografia em 1826, mas a primeira imagem veio 1839, invenção pratica – e do automóvel em 1885, primeiro carro pratico – e ainda o divino nascimento de movimento artístico cultural, o Romantismo com raízes na Europa –  Alemanha, França e Inglaterra, no fim do século XXIII, todavia, a ideia só veio mesmo ganhar dinâmica no início do século XIX; já Impressionismo marcou o Século das Revoluções.

Na Paraíba, o século XIX chegou com muita turbulência, isto ocorreu por causa da transição do Brasil Colônia para o Império e posteriormente, para a República, com forte participação em revoltas liberais, crises econômicas e transmutações sociais. A proclamação da República (1889), fez a Paraíba deixar a pecha de província para status de Estado, efetivando o desenlace do Império, enquanto nos bastidores, as elites urdiam instrumentos para o nascimento do aviltante coronelismo e construção das depravadas oligarquias políticas.

O Século das Revoluções, já marchava em busca do seu final, quando trouxe à luz homens que se tornaram lendários com dotes sobre-humanos, os quais, a natureza generosa os fez surgir em São Mamede, vindos das galáxias estelares, para que na tenra idade do século XX, acordasse a aldeinha de são Mamede. E em 05 de abril de 1903, Manoel Augusto de Araújo, “seu Né Araújo” e Manoel Faustino da Costa, realizaram naquele chão sagrado a primeira feira e a primeira missa, culminando a ação histórica com o batizado de Afonso Augusto de Araújo, o caçula da primeira família de seu Né Araújo, senhor de Engenho na fazenda “Riacho do Tatu”.

Afonso Augusto de Araújo, “seu Afonso” e Manoel Augusto de Araújo Filho, “seu Araújo”, este último, primogênito do precursor, seguiram as pegadas do incansável animoso, não como senhores de engenho, mas como homens da terra. “Seu Araújo” ainda passou pela política, fora eleito vereador pelo Partido Progressista (PP) no município de Santa Luzia, em 9 de setembro de 1935, como representante do distrito de São Mamede.  Afonso Augusto de Araújo do Partido Social Democrático - PSD, também passou pela política na primeira eleição municipal realizada em São Mamede, fora eleito vice prefeito com 1.048 votos, fonte TRE-PB, o que corresponde a 52,96% dos votos validos. O prefeito eleito nesse pleito fora Inácio Bento de Morais com 1.100 ou 54,13% dos votos validos, pela União Democrática Nacional - UDN, nessa época, votava-se para eleger o Prefeito e o vice separadamente que por quatro anos estiveram à frente dos destinos de São Mamede de (1955-1959). 

Depois destas passagens pela arte da construção social, a política, os irmãos Manoel Augusto de Araújo Filho e Afonso Augusto de Araújo não voltaram mais à política, mas se mantiveram fieis à vida do campesinato... Já Inácio Bento de Morais manteve-se proativo na arte de bem servir e, antes de findar o mandato de prefeito em São Mamede, candidatou-se em Santa Luzia (a lei permitia) e venceu as eleições municipais de 1959 pela UDN, com 1.658 ou 53,55% dos votos validos, derrotando nas urnas o seu cunhado Mário Pergentino de Araújo, que teve 1.438 ou 46,45% dos votos validos. Nessa eleição a abstenção foi de 2.423 ou 43,9%, do total de votantes que era de 5.519.

A saga dos feitos extraordinários em São Mamede, descortinou o visionário por excelência o Major Felipe Nery Cabral, senhor de Engenho na fazenda Santa Fé e pai de uma lenda Júlio Nery Cabral e do fidalgo de mãos limpas, José Paulo Neto. José Paulo, tornara-se amigo pessoal de João Goulart, que fora Ministro do Trabalho em 1953 no governo de Getúlio Vargas. O Gaúcho de São Borja, Jango, assim conhecido, consolidou o trabalhismo no Brasil e assumiu a liderança do PTB após o suicídio de Vargas, em 24 de agosto de 1954 aos 72 anos com um tiro no peito no Palácio do catete, Rio de janeiro, o ato foi motivado durante uma grave crise politica, após pressões de militares e da oposição para sua renuncia. Jango foi vice-presidente de JK e de Jânio Quadros e presidente do Brasil (1961-1964). Certa vez, apresentado ao Presidente Getúlio Vargas, na época por Jango, José Paulo Neto, o presenteou com uma sela de montaria feita pelo mestre artesão João Evangelista de Morais (Seu João Girome) de São Mamede. Papai João, era assim que filhos e netos o chamavam, nasceu em 1893 e faleceu em 1986. Era de fato um gênio!

    Outros magníficos gens da raça humana, que não apenas sonhavam em alcançar a extrema dignidade do caráter, mas com suor e lagrimas, tornavam esses sonhos realidades imensuráveis,  eis as instituições: Cícero José de Maria, seu Cicero Ciriema, fazenda Riacho do Meio sede; Francisco Pergentino de Araújo, “Chico Pergentino”, fazenda Mimoso “sede”; Áureo Clemente Guedes, fazenda Papagaio “sede”; Misael Augusto de Oliveira Filho, fazenda Lajedo Alto “sede” foi nomeado prefeito para instalar o município de São Mamede 1953-1954), quando da sua emancipação política; Nilson Oliveira de Araújo, fazenda Saco de Serra Branca “sede” foi comerciante e prefeito; Manoel Mallet, fazenda Olho D’agua dos Anísios; Crisaldo Emídio de Medeiros, fazenda Várzea Alegre; Ezequiel Marcelino, fazenda Monte, “sede” João Elizeu de Medeiros, Joca Elizeu, fazendo Gatos; Luiz Campina, fazenda Campo de Cruz; Ernesto de Lima, fazenda Pernambuca; João Candido de Medeiros, fazenda Saco do Monte; José Gambarra, fazenda Riacho dos Cavalos.

 

Fontes: Livros didáticos antigos de história Geral e do Brasil;

Livros de Histórias da Paraíba;

Pesquisas na Internet

Informações da politica TRE-PB

Informações de fatos antigos adquiridos pelos contatos

Com os antigos moradores e cinquenta anos vividos em São Mamede;