sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A LISTA EPSTEIN


Está nos anais de Epstein

Como cumplice da orgia,

Americanos, judeus,

Que transam pedofilia.

São gangsters milionários,

Poderosos, ordinários,

Monstros cruéis, desumanos,

Presunçosos, temerários,

Réprobos, vis, mercenários,

Assoberbados tiranos.


Herdeiros de dinastias,

Europeus sofisticados

Criminosos enrustidos

De barões assinalados.

São lúmpens usando grifes

Com seus traços de patifes

O mal em ação, os exibe,

Destruindo as esperanças

De vulneráveis crianças

Numa ipuã do Caribe.


Concebam uma Nação,

Que sabia, mas negava,

O crime qualificado

Que a nobreza praticava,

Sob um manto de vaidades

Criavam-se mil verdades

Forjadas pelas elites

De lordes americanos

Estupradores insanos,

Opulentos sem limites.


Um país de desvairados,

Toca de saqueadores,

Antro de pedofilia

Terra de sequestradores.

Onde falsos moralistas

Exibem suas conquistas

Dos seus prazeres carnais:

Com crianças traficadas

Para serem estupradas

Nas luxurias sexuais.


Mário Bento de Morais.

 

 

 

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VIVA!!! AGORA SIM.

A cidade está feliz,

Agora sobra prefeitos,

Mas o atraso permanece

Porque não somos perfeitos:

Tem prefeitos com diplomas

Que dominam axiomas

Com seus méritos boçais,

Geralmente, não tem votos,

São puxa sacos devotos

Da corja dos serviçais.


Ganham notoriedade

Bajulando a tirania

Sob o relho cesarista

De torpeza e vilania.

São brindes à lealdade

Que os farsantes da maldade,

Com vigores mandraçais

Espreitam pelos esgotos,

Os delírios dos arrotos

Da corja dos serviçais.


São cabides sem ter votos,

Que se dão bem na cozinha

Adoram os “Restos de Ontem”,

Cultuam as panelinhas.

Às vezes, quando ridículos,

Com a boca nos testículos

São pegos nos lodaçais 

Do caos dos intendentes

Que curtem esses pendentes

Na corja dos serviçais.



Mário Bento de Morais

CLIVAGEM SOCIAL


A cisma atende aos mercados

Da escória Faria Lama,

Que usurpa o País, difama

Com seus golpes orquestrados.


Urde bandos adestrados,

Para encenar, fazer drama,

Instar ódio, tecer trama,

Criar golpes; moderados?


A clivagem toma rumo

Execra, corrigi o prumo

Humano, da fé e da cor,


Isto importa? Vale o poder,

Que aliena e faz arder

Os ossos vivos da flor.


Mário Bento de Morais

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A FOME DA CIÊNCIA


Postulava o estranho em rudes brisas

Ofício na povoação dos mortos,

Cuja saúde, embarcava nos portos,

Deixando a inanição como divisas.


Vibravam os lerdos, presos, absortos,

Nas reflexões pálidas imprecisas,

Incidentais, infames, inconcisas,

Causando-as severos desconfortos.


As massas parvas veem nos jornais

Os dons da ciência em cores banais,

Urdirem rumo à humanidade,


Cega não ouve, mira o brilho e não colhe,

Nem sente a abundancia que lhe tolhe,

Mas crer no poder da fatalidade.

 

Mário Bento de Morais

 

 

sábado, 22 de novembro de 2025

POEMA – MÃE DE LEITE

           Dedicado à minha Mãe, Severina   Lucena de Morais, Mãe de Leite de dezenas de crianças de São Mamede, minha terra, além dos seus 11 filhos.

“O leite é feito de sangue”

A partir de uma filtragem,

Embora não seja sangue,

Mas sangue e leite interagem

De forma significativa

Numa belíssima imagem.


Ao processar a filtragem

Ações extraordinárias

Extraem água e nutrícios

Pelas glândulas mamárias

Glicose, aminoácidos

E as gorduras primárias.


Assim, sintetize o leite

De maneira natural,

Alimento necessário

À formação estrutural

Dos mamíferos, que inclui

Um esqueleto axial.


Pra composição do leite

Conforme as regras normais

O sangue fornece a água

E gorduras especiais,

Proteínas e Lactose

E abundantes minerais.


Quem amamenta se doa,

Partilha algo valioso:

A vida buscando a vida

Num quadro maravilhoso,

Que nem Picasso matiza

Tão grande amor copioso.


As amas de leite levam

Nos seios a vida, provida

De amor para além do bem

E da razão comovida,

Dando-se a realidade

À preservação da vida.


No dia 20 de outubro,

No segundo mês das flores

Corria o ano de 22,

Desperta os céus com louvores,

Cantando Ave Severina

Eram os anjos cantores.


Foi Severina, a Divina

Ama de sublime amor

Dos filhos e mãe de filhos

Que buscavam seu favor,

Nos seios fartos do leite

Santamente, alentador.


Era a Madonna Lactans

Daquele sertão sofrido

Onde só a misericórdia

D’um coração comovido

Carregado de bondade,

Para o bem oferecido. 


Amamentou fartamente

Seus 11 filhos no peito,

Ama nutriz de dezenas

De filhos, que com efeito,

Sorriam-lhe com os olhos

D’um Divino satisfeito.


Fez do doar-se uma prática

De servir e ser servida

Continuo de fé ardente

Numa verdade vivida

Em se dando recebendo

pra celebração da vida.



Mário Bento de Morais 

terça-feira, 4 de novembro de 2025

SÃO MAMDE - FOI ASSIM.


Eras o amparo das dores antigas 

E dos sonhos, que se foram tolhidos

Por injuções de classes e oprimidos

Na origem por quimeras inimigas...

 

Motivados por status reprimidos,

No ego rude da estirpe, as fadigas

Históricas por vias das intrigas

Dos velhos desejos jamais vencidos.

 

E nas ruas sob a luz do fracasso

As ideias de poder sem espaço

Poluíam o espaço descolorindo,

 

A lucidez fecundada no povo,

Que se permite conhecer o novo,

Para encontrar o futuro sorrindo.

 

Mário Bento de Morais

 

SÃO MAMDE


Berço distinto de fidalga gente

Que recebera a posse da amizade

Decorosa por gentil humildade

De coração fecundo, sorridente!

 

Eia! Pousada de sonho à igualdade,

Forjada no recôncavo da mente

Refletida no convívio presente

Vibrando no seio da intimidade.

 

Lembro-me dos retorcidos caminhos

Das sinuosas veredas sem fim

Esquecidas nos velhos pergaminhos;

 

Lembro-me das ruas, ai que desejo!

Impregnado de saudades em mim

Pulsando nesse peito sertanejo.

 

 

Mário Bento d Morais