terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A FOME DA CIÊNCIA


Postulava o estranho em rudes brisas

Ofício na povoação dos mortos,

Cuja saúde, embarcava nos portos,

Deixando a inanição como divisas.


Vibravam os lerdos, presos, absortos,

Nas reflexões pálidas imprecisas,

Incidentais, infames, inconcisas,

Causando-as severos desconfortos.


As massas parvas veem nos jornais

Os dons da ciência em cores banais,

Urdirem rumo à humanidade,


Cega não ouve, mira o brilho e não colhe,

Nem sente a abundancia que lhe tolhe,

Mas crer no poder da fatalidade.

 

Mário Bento de Morais

 

 

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