quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

AS DANAÇÕES DO TERREIRO

 

Foi determinado em ouro

O preço da liberdade,

Assassinando a justiça

Causando perplexidade,

Trazendo desassossego

Para o povo da cidade.


Ganhou notoriedade

Esse fato inusitado,

Justificou-se o desmando

Sendo o direito acoitado

Pelo braço da justiça

Com o chicote azeitado.


Já muito debilitado

Sem forças pra reação,

O direito cambaleia

Em transe de prostração

Sob vaias e zombarias,

Escarnio e humilhação.


Essa amarga sensação

De dantesca injustiça,

Alimenta o mau costume

Atrativo que enfeitiça,

Validando a indecência

Dogma da real cobiça.


Mas impunidade atiça

A ganância, a corrupção,

Veniagas nos terreiros,

Expertises, obrepção

Nos cavoucos dos embustes

Monturo de excepção.


Não se edifica a Nação

Sobre os ossos dos antigos

Escravizados e mortos,

Outros, míseros mendigos,

Sob o relho da mamparra

Que os sustenta com castigos.


Enfim, falares ambíguos

Tem a gente melindrosa,

Que se arvora preferida

Dos deuses, dádiva airosa,

Que desfruta de benesses,

Com sua mente asquerosa.

 

 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

QUANDO A JUSTIÇA SE AUTO MENOSPREZA/ DECISÕES VENAIS PROSPERAM A CRIME!

 

É Fato. A rapinagem vale a pena!

Os exemplos enfeitam a memória

Causando perplexidade a história

Marcando de vergonha a vida plena.

Nas ruas aos gritos, o povo condena,

A máscara da fereza que oprime,

Por um siso que a verdade reprime

Para brindar o logro, a avareza:   

Quando a ju$tica se auto menospreza

Decisões venais prosperam o crime.

 

O silêncio da justiça é uma prece,

Mas a sua palavra açoita a paz,

Insensata se torna mais tenaz

Se o caráter do pobre embrutece.

Neste caso, a Lei severa aparece

Para punir infere-se o regime

Pelo douto na pratica de alquime

Faz o ouro perder a sua nobreza:

Quando a Ju$tiça se auto menospreza

Decisões venais prosperam o crime.

 

 

DESPERTA-ME, Ó SENHOR A COMPAIXÃO/ANTES QUE AO PRÓXIMO CHEGUE Á DESGRACA!

É preciso se opor ao sofrimento

Do semelhante em vida menoscabo,

Pela nata que o desejo no estrabo

Imundícies vil de isolamento.

Mas depois se inflama de sentimento

Que o define bom aos olhos da praça,

Mas um fingidor da mais pura raça

Esbanjando esnobe a crucifixão:

Desperta-me, Ó Senhor a compaixão

Antes que ao próximo chegue à desgraça!


 O desprezo é o ser da solidão;

A ganância o fatalismo da terra

Que melindra as gentilezas da guerra

Às mascaras morais do cidadão,

Que se declara com forte aptidão

Ao domínio do império da mordaça

Para conter a gente da sub-raça,

que vive no mundo da irreflexão

Desperta-me, Ó Senhor a Compaixão

Antes que ao próximo chegue à desgraça

 

 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

MOTE/ A ALMA ÁRIDA SUSCITA TEMPESTADE/MAS NO CORAÇÃO FELIZ REINA A PAZ.

Não violentes tua consciência

Porque ela é o juiz da tua justiça,

Cuides conter a fome da cobiça

Para conservares tua existência;

Assim não mudes jamais tua essência

Nem queiras ser o desejo audaz

Que vivifica a pequenez mordaz

Nodoando a candura da verdade:

A alma árida suscita tempestade,

Mas no coração feliz reina a paz.


Não tentes tu, ó estulto, a tua vida,

Sê fiel a ti mesmo, benção e luz,

Como fonte sublime que reluz

À imagem Divina na Cruz ferida

Sob o peso da pena carcomida

Pela blasfêmia que o ódio tenaz

Age sonso de forma perspicaz

Ignorando a força da caridade:

A alma árida suscita tempestade,

Mas no coração feliz reina a paz.


Alimentas em vão o teu ego indigente

Para teres somente os teus valores,

Que os consideras divinos fulgores

Poluindo a tua mente infringente.

Ao ponto de seres tu inconsequente

Criatura para o mundo incapaz

De conhecer a ledice que apraz

A certeza sublime da bondade:

A alma árida suscita tempestade,

Mas no coração feliz reina a paz.


Quando o pudor ferir os teus sentidos

Haverá polidez em tua mente,

Para que te tornes boa semente

À colheita de homens pervertidos,

Os quais, de vilezas acometidos

Por atos que seu íntimo se compraz

Estupidamentemente feraz

Causando desalinho à realidade

A alma árida suscita tempestade,

Mas no coração feliz reina a paz.


quarta-feira, 11 de outubro de 2023

A PERVERSÃO DA HIEROFANIA

Aquele que tem do povo

O poder por anuência

Deveria ter a essência

E prazer de homem novo,

Sem se tornar um mainovo

Nem se sentir elevado

Ou se seduzir sagrado

Aceitando “sacrifício”

Criando espaço propício

Para então ser revelado.


Não se adapta a princípios

Que norteiam a razão,

Mas procura dar vazão

Aos despertarem profícios

Sem enxergar malefícios

Expressa rudes conceitos,

Finge esquecer os preceitos

Aceitos como verdade

Vive ao largo da bondade

E até lhe falta o respeito.


Trai convicto a observância

De quem o fez confiável

E de forma miserável

Prefere a intolerância.

Inclina-se à arrogância

Como se tangesse touros

Pra que nos anos vindouros

Reine o viço da mordaça

Do domínio da desgraça

Para os dias de desdouros.


Enaltece a tirania

Sem encontrar empecilhos

Até confere aos seus filhos

Os dotes da vilania.

Cuida a hierofania

Julgando-se divindade

Mas não ver a insanidade

Dom de sua natureza

Viver a plena torpeza

Pra morrer na eternidade.








segunda-feira, 4 de setembro de 2023

AS MUTAÇÕES DOS VALORES

o que o rebanho mais odeia é aquele que pensa de forma diferente, não é tanto a própria opinião, mas a audácia de querer pensar por si mesmo, algo que eles não sabem fazer”.

Arthur Schopenhauer


A estratégia dominante

Sempre está bem planejada!

Sofisticado requinte

Em sua forma intrujada.

Que prever algum deslize

Ou a corja não realize

A jogada, com efeito,

Recua, o povo esquece,

Mas logo mais aparece

Dentro d’um novo conceito.


Nesses lances carimbados

Digitais de vilipêndios

Dos bens sugados do povo

Que servem como estipêndios

Aos notáveis “estremados”

Pelos pleitos algemados

Volição livre da massa,

Que só vê pelos antolhos

Dos gentis reis em refolhos

Que têm uma vida crassa.


Quando a cartada dá errada

Muda-se o protagonista,

Outro gângster entra em cena

Como bom oportunista

Da nova realidade,

Porém, não tarda a verdade

Chegar à forma de astúcia

Das intenções do velhaco

Bagulho do mesmo saco

Cria especial da súcia.


E o povo? Mero detalhe!

Gente tola, diz o epígono.

Leal ao glamour da trupe,

Que o considera um Antígono

Teísta a lei da mamparra

Às truculências da farra,

Que pilham os dons da Nação;

Com petulância e vaidade,

Remisso à honestidade,

Um monge em enganação.






terça-feira, 1 de agosto de 2023

NOTE/A LETARGIA D’UM POVO OPRIMIDO/DAR ACESSO DO TIRANO AO PODER

O tirano só constrói o seu poder

Com a sujeição do povo oprimido,

Tornando-o cada vez mais esquecido

Sem forças que o faça se defender!

Humilhado tenta em vão se esconder

Calar, fugir, desossar-se perder

O ânimo de morrer sem aprender

A forma de vencer sem ser vencido:

A letargia d’um povo oprimido

Dar acesso do tirano ao poder.

 

Dominar e explorar com a anuência

De quem é dever moral resistir

Ou se negar a si mesmo e permitir

Render-se a um tolo com paciência!

Pois, não é bom dar a esse tipo indulgência,

Um velhaco, hediondo outsider,

Que pode tiranizar o esplender

Da mente para um mundo esclarecido: 

A letargia d’um povo oprimido

Dar acesso do tirano ao poder.

 

Esse marau, fora fulcro de estudo.

Hipócrates o definiu covarde,

Efeminado, mísero desarde,

Fardo fétido malvisto queixudo!

Que como o corvo que espreita sisudo,

Mas a presa incauta se deixa arder!

Assim é o xucro que busca ascender

Ao trono para o mal ser consumido:

A letargia d’um povo oprimido

Dar acesso do tirano ao poder.

 

Esse zinho agride a sociedade,

Que alheia às oficinas do diabo,

Fingi ver esse baba de quiabo

Cimentar o trajeto da maldade.

Espalhando dote de divindade

Conduzindo o estulto a propender

Às suas teses sem as contender,

Mas ruminá-las calmo, carcomido:

A letargia d’um povo oprimido

Dar acesso do tirano ao poder.