sexta-feira, 21 de setembro de 2012

UMA RELÍQUIA DA CULTURA SERTANEJA


Escrever sobre as belezas da Literatura de Cordel causa em mim um bem estar agradabilíssimo. Não apenas porque eu a admiro, mas porque me traz uma sensação de liberdade cultural instigante, de um prazer só sentido por quem já ouviu um cantador improvisar sobre as agruras, o sofrimento, as angustias do povo do sertão. Patativa do Assaré assevera: a dor só é bem cantada, cantada porque padece. Essas coisas lindas saem da alma, elas não podem ser ditas apenas por força de expressão nem atiradas ao vento sem serem sentidas, têm que vir de dentro, do âmago para causar o que só o sertanejo sente quando ler ou escuta da boca do vate, algo como o que disse Oliveira de Panelas. Gênero o que é que me falta fazer mais.

Escapei do dilúvio de Noé;
Escrevi as idéias de Rousseau;
Fui a Tóquio dar aulas de robô;
Graduei o profeta Maomé;
Ensinei futebol ao rei Pelé;
Campeão de três copas mundiais;
Construí a prisão de alcatraz;
Banhei-me no triangulo das bermudas;
Consegui liberdade para Judas;
O que é que me falta fazer mais.




terça-feira, 18 de setembro de 2012

O PERFUME, A FRAGRÂNCIA, A ESSÊNCIA E O POLÍTICO



Não sou a causa de tua lerdeza e nem me acuses pela tua repulsa ao perfume dos deuses, a educação e, assim como não gostas do perfume também não podes alcançar os eflúvios da fragrância, a cultura, que se exala dessa relíquia santa, e ainda, como não estar nos teus domínios as delicias da fragrância, imagines tu a tua exponencial distância da essência, os saberes, se apenas és ostra de casarões ocos!
Como o alimento preferido do néscio é o estrado dos tapetes por onde caminham os soberbos cuidado para não te vingares do ingênuo sem culpas nem culpes o inocente pelo teu fracasso; sejas tu a revolução que queres dos outros!
E julga-te a ti mesmo sábio, quando muito um tanso vesano ante os benefícios que credes alcançar pela gratidão serviçal que prestas ao teu senhor, no entanto, não enxergas tu o quanto é apertadíssima a tua focinheira! Certamente, não foste bem afeiçoado à liberdade nem recebeste seus dons e fluidos; viveste apenas à sombra dos cactos em seara alheia e estéril.
Assim como o lorpa que ergue seus túmulos sem simetria, sujos e feios sobre os crânios dos antigos, quando deveria construir belos palácios e bonitas moradas em lugar seguro; cuidado para não ergueres teus castelos de areia a beira de rios secos!
É a lamuria do necessitado praticante que soa suavemente aos ouvidos falantes dos “bondosos de coração”; e tu rogas a estes que atassalhem aqueles em suas angustias para que recebas os emolumentos paroquiais por tua infame escolha!
São as benesses ocultas que veem se somar as veniagas cometida pela tua "probidade relevante", segundo teu próprio discernimento, as quais também, são causas de agudas temeridades para “os fatigantes” conforme suas ciências.
Todavia, é da índole do achavascado de riso sonso vergontear desumanamente o dócil com o seu azorrague mortal, a língua! É de bom alvitre esquadrinhar cuidadosamente os anos dos teus dias, porque eles podem depor contra ti!
Não repares à ignorância do outro com os teus olhos tortos, pois, é por causa deles que legiões de homens mendigam saberes e poucos são os conhecimentos, mas os pacóvios de anelos surreais tripudiam em reinos de cegos!    

  



domingo, 16 de setembro de 2012

EU E O CARÃO

O poeta popular enche a alma da gente toda vez que inflama seu gênio, com José Marcolino não foi diferente, o poeta não só enchei mas transbordou-a com o seu belo poema, "EU E O CARÃO. Sinto não o conhecê-lo, mas desde já parabenizo pela beleza da obra. 


Deitei-me uma ocasião
Devido a pouca saúde
Acordei por, no açude,
Cantar penoso um carão.
Entoava uma canção
Que mais parecia um hino
Imitava um violino
Acordei, não dormi mais,
Quantas notas musicais
Num crânio tão pequenino.

Só sei que a dificuldade
Tava na alma da gente,
Eu soluçava doente,
Ele a cantar com saudade.
Talvez fosse uma amizade
Que o fizesse sofrer,
Pontos de o seu padecer
Vieram tocar nos meus,
Eu de cá, pedindo a Deus,
Que me deixasse viver.

Comecei a meditar,
E em minha imaginação,
Senti que aquele carão
Cantou pra me consolar;
Percebi que o seu cantar
Acalmou as minhas dores
Ele, pelos seus amores,
Eu pela questão nervosa,
Naquela noite inditosa
Éramos dois sofredores.

Ele cantava sem calma
No açude atrás de um morro,
Suas notas de socorro
Deixaram alivio a minha alma.
Da paz, eu ouvia palma,
E melhorou tudo, enfim,
Tava um bulício o capim,
O vento soltava açoite,
Parece até que a noite
Fazia preces pra mim.

Seu cantar foi se alongando,
Eu de cá da cama ouvindo:
Eram dois entes sentindo
Um cantado outro chorando.
Onde estará pousando
Com seus sons harmoniosos,
Os meus momentos nervosos
Graças a Deus já passaram:
Se os seus se aliviaram,
Somos dois vitoriosos.


(Poeta José Marcolino)














quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O PENSAMENTO VIVO DE ANIREVES


A primavera acabara de começar – as flores já estavam renascendo – era visível à alegria da flora terrestre. O campo que se envergonhara do verão ano passado voltou a embelezar-se, a vestir-se de dádivas nessa estação, justificando a sabedoria dos antigos: depois da tempestade a bonança.
Os que querem a paz lamentam: há se o mundo fosse sempre assim como as estações do ano!
Os que veem a paz dizem: não é o mundo, não, somos nós, restolhos secos prestes a inflamar-se e virar apenas cinzas.
Os orgulhosos nem cansados e nem fadigados do seu orgulho se curvam para alcançar a relva verde que se alimenta do orvalho da noite.  
Estas palavras, eu as guardei em minha memória, elas foram ditas na primavera do ano passado quando eu estive na ágora para ouvir o pensamento vivo de anireves, minha sábia preferida.
Este ano certamente, lá estarei para ouvi-la novamente.
Dizem que a cada primavera a sábia vai à ágora para discutir o presente, falar do passado e prever o futuro.
Mas, até chegar à próxima primavera, os dias dos meus dias serão lerdos, quase uma sombra, e eu um caniço seco sedento de justiça.
Por aqui os anciões ensinam que o pequeno pressente o grande: o córrego o rio e o rio o mar; assim, também, dizem eles, é a natureza dos homens.
Dizem ainda que o lavrador conhece bem a terra fértil, assim como os pássaros que voam acima dos montes conhecem o abrigo que os protege do caçador.
Conforme ensinam, dizem que: quando o homem caminha projeta uma sombra que se alimenta de outra que se arrasta lentamente; os anos cansados são sombra dos anos ligeiros, os quais ainda vivos não são compreensíveis.
Todo dia eu reflito sobre essas coisas.           













segunda-feira, 20 de agosto de 2012

OH, MEU DEUS PORQUE CRESCI!


Dedicado a Maria Marluce de Morais - fazenda santa fé, São Mamede-PB


A fazenda santa fé
Do Major Felipe Nery,
O meu olhar ainda feri
A beleza que eu vi
Naquele reino encantado
Que por mim será lembrado
Oh, meu Deus porque cresci!

Da fazenda santa fé
Eu guardo ainda lembrança
Dos bons tempos de criança
E da vida que eu vivi
No meio dos caatingais
Com meus irmãos e meus pais,
Oh, Meu Deus porque cresci!

Da fazenda santa fé
Eu tenho muita saudade
Dos anos de mocidade
E as emoções que eu senti,
Hoje nem posso lembrar,
Mas preciso perguntar
OH, Meu Deus por que cresci?

A fazenda santa fé
Era um mundo de fartura
Garapa boa, rapadura,
Mel, alfenim que eu comi,
Leite e coalhada a vontade
Queijo bom de qualidade
Oh, Meu Deus porque cresci!

A fazenda santa fé
De vastas belezas rudes
Banhada por quatro açudes
De águas doces que eu bebi,
Tibunguei, sofri revés
Mas dei muitos canga-pés
Oh, Meu Deus porque cresci!

A fazenda santa fé
Era o pomar do sertão
Caju, goiaba e limão,
Laranja que eu consumi,
Manga espada e banana
Pés de umbu e cajarana
Oh, Meu Deus porque cresci!

A fazenda santa fé
Foi o meu mundo doirado
Retalho de um passado
Que jamais eu esqueci
Sou feliz hoje, sou sim!
Mas grita dentro de mim
Oh, Meu Deus porque cresci!



domingo, 19 de agosto de 2012

DISCURSO PROFERIDO POR MÁRIO BENTO DE MORAIS


DISCURSO PROFERIDO POR MÁRIO BENTO DE MORAIS, SAUDANDO A DESEMBARGADORA DOUTORA MARIA DAS GRAÇAS MORAIS GUEDES, QUE APÓS TOMAR POSSE NO CARGO NO COLENDO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA, NO DIA 25 DE JULHO 2012, VOLTA A SUA TERRA NATAL, SÃO MAMEDE – PB, PARA SER HOMENAGEADA PELOS SEUS CONTERRÂNEOS, EM 17 DE AGOSTO DE 2012.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PREFEITO CONSTITUCIONAL DESTE MUNICÍPIO DE SÃO MAMEDE, DOUTOR FRANCISCO DAS CHAGAS LOPES DE SOUZA, NA PESSOA DE QUEM SAÚDO TODOS OS PREFEITOS DO VALE DO SABUGY.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO MAMEDE, RADIALISTA LUIS CARLOS DA SILVA, NA PESSOA DE QUEM SAÚDO TODOS OS VEREADORES DESTE MUNICIPIO E DO VALE DO SABUGY.

EXCELENTÍSSIMA SENHORITA JUIZA DE DIREITO DESTA COMARCA DOUTORA PAULA FRASSINETT NÓBREGA DE MIRANDA, NA PESSOA DE QUEM SAÚDO OS DEMAIS JUIZES AQUI PRESENTES, DEFENSORIA PÚBLICA E SERVENTUÁRIOS DA JUSTIÇA. 

EXCELENTISSÍMO SENHOR DESEMBARGADOR DOUTOR FREDERICO MARTINHO DA NÓBREGA COUTINO, REPRESENTANDO A CORTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA.

EXCELENTÍSSIMA SENHORA DESEMBARGADORA DO COLENDO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA DOUTORA MARIA DAS GRAÇAS DE MORAIS GUEDES, ORA HOMENAGEADA PELO MUNÍCIPIO DE SÃO MAMEDE, SUA TERRA DE BERÇO.

MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES – MEUS CONTERRÂNEOS.

INICIO ESTA SAUDAÇÃO DE BOAS VINDAS À ILUSTRE DESEMBARGADORA DOUTORA MARIA DAS GRAÇAS DE MORAIS GUEDES, QUE APÓS TOMAR POSSE NO CARGO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA, NO DIA 25 DE JULHO DE 2012, VOLTA HOJE À NINFA SEDUTORA DO VELHO SOLITÁRIO RIO SABUGY, A SENHORA DOS DEUSES, A SUA E MINHA SÃO MAMEDE, PARA SER HOMENAGEADA PELOS SEUS CONTERRÂNEOS, TERRA QUE SE FEZ PEQUENINA PARA TORNAR SEUS FILHOS GIGANTES; E QUE NESTE DIA SE REGOZIJA COM O ESPLÊNDIDO FEITO DA FILHA DILIGENTE, ERGUENDO SANTAMENTE OS OLHOS LACRIMEJANTES AOS CÉUS, AGRADECIDA AO SENHOR DA VIDA QUE INSONDÁVEL OBRA REALIZA AOS QUE O TEMEM, SEM CONSULTAR OS DESEJOS NEFASTOS DOS “ZEUSES” INQUINADORES.
MEUS CAROS IRMÃOS DE BERÇO E SANGUE, TAMBÉM NESTE INÍCIO, COM O PROPÓSITO ÚNICO DE ILUSTRAR ESTA NOSSA CONVERSA DE SERTANEJO PARA SERTANEJO, TRAGO-VOS UM ORACULO ANUNCIADO NAQUELE EGRÉGIO TRIBUNAL, QUANDO A PREFERIDA DE “TÉMIS” NO SEU MAJESTOSO DISCURSO DE POSSE PROCLAMOU AOS QUATRO VENTOS DA DEUSA DAS NEVES, EXTENSIVO A VELHA PARAÍBA, ASSIM DISSE: “CHEGO A ESTA CORTE DE JUSTIÇA COM MUITO ENTUSIASMO, CONSCIÊNTE DA RESPONSABILIDADE DO CARGO E COM AS MÃOS HONRADAS, PELA MINHA HISTÓRIA”. 
EIS, PORTANTO, AGORA, SENHORAS E SENHORES, UMA PEQUENA PARTE DESSA SAGA: FILHA DE AMARO BENTO DE MORAIS E DE SEVERINA LUCENA DE MORAIS – NASCEU NO DIA 8 DE MARÇO DE 1950, NO SÍTIO “BRITO” NESTE MUNICÍPIO. PERTENCE A UMA PROLE DE 11 IRMÃOS, SENDO SEIS HOMENS, DOS QUAIS CINCO ESTÃO VIVOS, VENÂNCIO FALECERA NO ANO DE 1998, E CINCO SIDERAIS LINDAS MARIAS TODAS VIVAS.  EM 1955 A FAMILIA DEIXOU O MEIO RURAL E VEIO MORAR NA CIDADE, ISTO PORQUE OS FILHOS PRECISAVAM ESTUDAR ERA A ALEGAGAÇÃO DO CASAL. NA CIDADE, OS QUE TINHAM IDADE ESCOLAR, CONFORME OS CRITÉRIOS EDUCACIONAIS DA ÉPOCA FORAM CONVIDADOS A EXPERIMENTAR O PERFUME DOS DEUSES, AS PRIMEIRAS LETRAS; UNS NÃO GOSTARAM DA FRAGRÂNCIA E FICARAM PELO CAMINHO; MARIA DAS GRAÇAS SE SENTIU ATRAÍDA E APAIXONOU-SE PELA ESSÊNCIA E NÃO MAIS A ABANDONOU: FEZ O CURSO PRIMARIO NO GRUPO ESCOLAR SERÁFHICO NÓBREGA E O ENTÃO GINÁSIO NO COLÉGIO COMERCIAL MARCOS BARBOSA. NESSES REINOS DE LETRAS PEQUENAS E SONHOS GRANDES, VINGOU A IDÉIA DE SE TORNAR JUIZA DE DIREITO.
CURSOU A ESCOLA NORMAL ESTADUAL DE PATOS, NO GRAU DE PROFESSOR, E FREQUENTOU O CURSO DE ATUALIZAÇÃO PEDAGÓGICA NO COLÉGIO ESTUADUAL DE PATOS – FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA MAGISTÉRIO. GRADUOU-SE BACHARELA EM CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS NO DIA 31 DE JULHO DE 1979, PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA, ONDE TAMBÉM SE ESPECIALIZOU EM DIREITO CIVIL. EM 1984, FOI APROVADA NO CONCURSO PÚBLICO PARA O INGRESSO NA MAGISTRATURA, REALIZADO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA APARAÍBA, TENDO SIDO NOMEADA EM 13 DE JUNHO DE 1984, PARA EXERCER O CARGO DE JUÍZA DE DIREITO DA COMARCA DE JUAZEIRINHO, A QUAL ASSUMIU EM 19 DE JULHO DAQUELE MESMO ANO.  FOI TITULAR DAS COMARCAS DE JUAZEIRINHO, PATOS, CAMPINA GRANDE E JOÃO PESSOA E, EM OUTRAS TANTAS, ATUOU COMO JUÍZA SUBSTITUTA: SOLEDADE, TAPEROÁ, PRINCESA IZABEL, MALTA, SANTA LUZIA E POCINHOS. MAS FALTAVA ALGO IMPORTANTE PARA ACONTECER NA VIDA DA DOUTORA MARIA DAS GRAÇAS, O CASAMENTO. EM 1988, RECEBE EM CERIMÔNIA SOLENE POR ESPOSO O AGROPERCUARISTA E BACHAREU EM DIREITO JUSTINIANO GUEDES NETO E, PARA SACRAMENTAR A UNIÃO SANTA VEIO A DÁDIDA PERMITIDA POR DEUS, A PÉROLA DA CORÔA DOS SONHOS: ANA FLÁVIA DE MORAIS GUEDES. DAÍ EM DIANTE TUDO FOI SE EQUACIONANDO PARA A REALIZAÇÃO PROFISSIONAL. EM 14 DE MARÇO DE 1996, POR PERMUTA, FOI REMOVIDA PARA A 3ª VARA CIVEL DA COMARCA DA CAPITAL. EM OUTUBRO DO MESMO ANO, ASSUME A 8ª VARA CRIMINAL DA CAPITAL (ATUAL VARA DE ENTORPECENTE), PRIVATIVA DOS DELITOS DE TÓXICOS E TRÂNSITO, ATE OS DIAS ATUAIS. NO ANO DE 2006, FOI CONVOCADA PARA SUBSTITUIR O DESEMBARGADOR ANTONIO CARLOS COELHO DE FRANÇA, JUNTO À CÂMARA CRIMINAL E TRIBUNAL PLENO, DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA. NOS ANOS DE 2007, 2008 E 2009, FOI CONVOCADA PARA SUBSTITUIR A DESEMBARGADORA MARIA DE FÁTIMA BEZERRA CAVALCANTI, NA 2ª VARA CIVEL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA, E TRIBUNAL PLENO. NO ANO DE 2010, FOI CONVOCADA PARA SUBSTITUIR A DESEMBARGADORA MARIA DE FÁTIMA BEZERRA, O DESEMBARGADOR MÁRCIO MURILO E O DESEMBARGADOR NILO LUIS RAMALHO. NO ANO DE 2011, FOI CONVOCADA PARA SUBSTITUIR A DESEMBARGADORA MARIA DE FÁTIMA, O DESEMBARGADOR LUIS SILVIO RAMALHO E O DESEMBARGADOR FREDERICO MARTINHO DA NÓBREGA COUTINHO. ENQUANTO, NESTE ANO DE 2012, FOI CONVOCADA PARA SUBSTITUIR A DESEMBARGADORA MARIA DE FÁTIMA BEZERRA, O DESEMBARGADOR FREDERICO MARTINHO E O DESEMBARGADOR JOSÉ DI LORENZO. FINALMENTE, EM 17 DE JULHO DE 2012, É ESCOLHIDA POR UNANIMIDADE PELA CORTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA, PELO CRITÉRIO DE ANTIGUIDADE PARA O CARGO DE DESEMBARGADOR E, NO DIA 25 DO MESMO MÊS É EMPOSSADA COMO DESEMBARGADORA DO EGREGIO TRIBUNAL.
EIS AQUI MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES, UMA PARTE DE UMA BELISSÍMA HISTÓRIA QUE TEM O PODER DE EXORTAR A JUVENTUDE ATENTA A OUSAR SONHAR E ALÇAR VOOS CADA VEZ MAIS BRILHANTES, BUSCANDO SEMPRE O CAMINHO LUMINOSO DA INSTRUÇÃO RECURSO ÚNICO QUE EXALTA OS PIGMEUS E SILENCIA OS SOBERBOS.
MAS, MEUS BONS CONTERRÂNEOS, DISPOJADO DO MAIS ELEMENTAR ORGULHO DE MINHA PARTE - CABE AQUI UM PEQUENO COMENTÁRIO QUE CONFORTA A ESPERANÇA DOS OBSERVADORES DA MORAL E DOS BONS COSTUMES – É QUE O ORÁCULO, QUE AQUI CITEI DA LAVRA DA HOMENAGEADA NOS TRANSMITE QUE É POSSIVEL A HONRADEZ, A HONESTIDADE, A RESPONSABILDADE E A VERDADE SEM AS PRETENSÕES ESPÚRIAS QUE MACULAM AS TRAJETÓRIAS, MAS COM A CERTEZA PLENA DE TER ALCANÇADO COM MUITO ESFORÇO E PERSERVERÂNÇA A GLÓRIA QUE PURIFÍCA E REJUVENECE O ESPÍRITO E NÃO, A QUE ATORMENTA E ENVELHECE A ALMA.
POR ISSO, SENHORAS, SENHORES E INQUIETA JUVENTUDE DE MINHA TERRA - CREIO FIRMEMENTE, QUE VÓS TODOS HAVERÃO DE CONCORDAR COMIGO, O QUANTO FOI CARA A ROBUSTEZ DOS OBSTÁCULOS DE ONTEM, INTERPOSTOS ENTRE, A MENINA SIMPLES DO SERTÃO E A DESEMBARGADORA FESTEJADA HOJE, OS QUAIS NÃO FORAM CAPAZES DE TOLHER A ALTIVEZ FÉRREA DA SERTANEJA QUE TRANSFIGUROU A VITÓRIA EM CARNE E OSSO;
SEGUNDO NIETZSCHE, “NENHUM CURSO D’ÁGUA É POR SI PRÓRIO GRANDE E RICO; É PELO FATO DE RECEBER E CARREGAR MUITOS AFLUENTES SECUNDÁRIOS QUE ASSIM SE TORNA. O MESMO OCORRE COM TODAS AS GRANDEZAS DE ESPÍRITO. BASTA SOMENTE QUE UM INDIVÍDUO IMPRIMA A DIREÇÃO E EM SEGUIDA MUITOS AFLUENTES A SEGUIRÃO NECESSARIAMENTE E NÃO, DE MANEIRA ALGUMA, PORQUE ELE PRÓPRIO É DESDE O INÍCIO POBRE OU RICO DE DONS NATURAIS”.   
ATENHO-ME AGORA, COM UMA SATISFAÇÃO IMENSURÁVEL, A ALGUNS ADJETIVOS QUE CARACTERIZAM MUITSSÍMO BEM A PERSONALIDADE DA HOMENAGEADA, OS QUAIS, CITADOS POR UM JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO NO NOSSO ESTADO, EIS QUE OS DITO PARA O NOSSO PRAZER – ILIBADA, PREPARADA, ÍNTEGRA E DEDICADA. TAIS ADJETIVOS PODERIAM GERAR UMA GRANDE EXPLOSÃO DE ORGULHO A UM ESPÍRITO FRÁGIL, NO ENTANTO, SERVIU APENAS PARA ILUSTRAR UMA MATÉRIA JORNALÍSTICA, DIGA-SE, BEM CUIDADA. OS VOCÁBULOS POSTOS PELO REFERIDO JORNAL FORAM E SERÃO DIUTURNAMENTE PERENES, NOS JUIZOS FORMADOS SEMPRE COM EQUIDADE E JUSTIÇA PELA DOUTA MAGISTRADA.  EVOCO AQUI A SENTENÇA DOS ESPÍRITOS FORTES: NÃO HÁ PRESENTE MAIOR DO QUE O RECONHECIMENTO PELO TRABALHO REALIZADO; NÃO IMPORTA SE CEDO OU TARDE, OU ANTES, TARDE DO QUE CEDO, ISTO NÃO, VERDADEIRAMENTE NÃO IMPORTA - O QUE VALE MESMO, SÃO AS MANIFESTAÇÕES CONCRETAS QUE CADA UM, DE MODO HUMILDE, OU SOFISTICADAMENTE, OFERECE DE BOM GRADO E GENTILMENTE A PESSOA HOMENAGEADA, E ISTO É, O QUE CADA FILHO DE SÃO MAMEDE FAZ NESTE EXATO MOMENTO – DIZENDO: OBRIGADA DOUTORA MARIA DAS GRAÇAS DE MORAIS GUEDES, POR ELEVAR O NOME DA NOSSA TERRA A MAIS ALTA CORTE DE JUSTIÇA DO NOSSO ESTADO E PARABÉNS PELO ÊXITO ALCANÇADO EM SUA BELÍSSIMA CARREIRA JURÍDICA.
E, CHEGANDO AO FINAL DESTA SAUDAÇÃO, DOUTORA MARIA DAS GRAÇAS DE MORAIS GUEDES, RECEBA AS MAIS SAGRADISSÍMAS BENÇÃO DE SEUS PAIS, QUE COM CERTEZA ESTARÃO AO LADO DO SENHOR NO CÉU REZANDO PELOS SEUS RETILÍNEOS PASSOS AQUI NA TERRA; E NÓS SEUS IRMÃOS, AGRADECEMOS LOUVADAMENTE AO DEUS VIVO POR FAZÊ-LA NOSSA IRMÃ, PERMITINDO-NOS UM CONVIVIO AMOROSO E FRATERNO E AINDA, CONTAMOS  SEMPRE COM A GENEROSIDADE DO SEU CORAÇÃO.

SÃO MAMEDE – PB, EM 17 DE AGOSTO DE 1012