sexta-feira, 10 de julho de 2026

MOTE/PARA O GADO NADA É MAIS SOCIAL, QUE A SUJEICÃO COMO PADRÃO DE VIDA.


O fogo queima, porquanto há lenha?!

Mas até quando vamos nos arder?

Aceitar os fracassos, nos esconder,

Da vergonha, que nasce na resenha,

Daquele que na crítica se empenha

Como análise de fama adquirida

Nas tocas da consciência falida,

Que pulsam no meio judicial

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

Por anos de severos vendavais

A palavra ao vento consumida

Pela fé da maldade presumida

Nutri, jovens monstros medievais,

Que a utilizam nos seus festivais

Esse oráculo, engodo suicida

À prática idólatra fraticida,

Que refina o mundo essencial:

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

No submundo do verbo, o poder.

Sem empatia, veste-se de raposa,

Dirige-se ao galinheiro, então posa

De galo num esplêndido ascender!

Enquanto lá fora sem entender

A plebe festeja de mão estendida,

Boca trêmula, servil, comovida,

A colher o maná assistencial:

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

Bolso vazio, ferrugem nos dentes,

Anos encardidos de tanto contar

As dores vivas que há no cantar

Das notas cruas dos versos dolentes,

Que nascem mudos nos lugares quentes

Pelo sol candente d'alma sofrida,

Rasgando a carne, abrindo ferida

Na pele do povo inter-racial:

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

As ideias opostas num conflito

De interesses, que envolvem paz e guerra,

A paz sonha herdar os dons da terra

A guerra ganhar com o povo aflito.

Pois, esse mundo, Qu'eu reflito,

Que a natureza parece que olvida

A maldade ou se faz de maluvida

Pra não ler o passado crucial:

Para o gado nada é mais social,

Que a sujeição como padrão de vida.

 

Mário Bento de Morais

sábado, 2 de maio de 2026

LOUVAÇÃO DE CASAMENTO


Primeiro Ato 

 Apresentação


Meu senhor, dono da casa

Vim lhe atender o chamado,

Sai cedo cheguei a tempo

Sem me fazer de rogado

Pra festa de louvação

Está aqui o seu criado.

 

O meu cantar sossegado

Trouxe lá dos setes mares,

Atravessei sete reinos

Para trazer meus vivares

A todo povo presente

Que vem de todos lugares


Eu trago sete cantares

Cantigas de gratidão,

Para os donos desta casa

As honras de bendição

Dos sete reis coroados

Pra cantar em louvação.


Ouçam-me com atenção

Todo povo aqui presente

Venho lá daquele lado

Dos reinos do oriente

Pra cantar nesse salão

Para avivar essa gente.


Segundo Ato o Casamento


Vamos ter o casamento

Da sua filha primeira

Moça pura, cortejada,

Respeitada na ribeira,

Que receberá um varão

Por esposo vida inteira.


O varão sobre a soleira

Que dá entrada ao salão

Espera a noiva enfeitada

Para a santa comunhão,

Com o povo dando viva

Com palmas pra louvação.


Peço ao santo proteção

E sua benção primeiro,

Os pais da moça abençoem

Pra que seja verdadeiro

O desposório dos noivos

Pelo excelso padroeiro,


Santo Antônio, o bom obreiro,

Que dispersou tanta fama

Por entre as virgens sem dotes

Pobres que pesava o drama

De família sem recursos

Sem arte d’um diorama!


Terceiro Ato Cerimonial


Bem vindos, sejam bem vindos!

Louvemos Deus, o Senhor,

Por todos os dons da vida,

Dádivas de puro amor

Para que sejamos sal

Desta terra com fervor.


Abençoado Senhor,

Divino Rei, Poderoso,

Pai de toda criação,

Deus misericordioso,

Cujo Reino seja eterno

E seu trono glorioso.


Seu poder é grandioso

Eleva-se em todo mundo,

Domina reis arrogantes,

Faz o néscio ser profundo

Dar em dobro a quem merece

Para torna-lo Fecundo.


Obsta Deus o mal imundo

Na vida deste casal,

Não permitais que a maldade

Leve-o ao extremo abissal,

Mas conduza-o com amor

Para o reino universal.

 


domingo, 22 de março de 2026

CRIME DE HUMANIDADE


 Duas nações perigosas

Com padrões de genocidas,

Abjetas, ensandecidas,

Delinquentes, criminosas,

Disfarçadas, mentirosas

Que se dão bem nas matanças

De monstruosas lembranças

Das brutas carnificinas

Nos Nan-viêts, nas Palestinas

Assassinando crianças.


São Vietnãs, Palestinas,

Cubas e Venezuelas,

Nações humildes singelas,

Que duas mãos assassinas

Ao se julgarem divinas

Matam vidas por maldade,

Por ódio, perversidade

Aversões vãs presumidas,

São dotes das homicidas,

Que vivem da crueldade.


As bombas americanas

Que assolaram o Japão,

Viajaram de avião

Além das bestas humanas

Com suas mentes tiranas,

Devastaram Hiroshima,

Nagazaki ficou sem clima

Depois da explosão brutal

Uma borrasca letal

Trouxera a morte de cima.


Outras Nações Soberanas,

Que sofrerem agressões,

Cargas sujas, invasões

Deliberadas, insanas,

Alegações levianas

Motivaram a opressão,

A loucura, a permissão

De matar só por lazer

Egocentrismo, prazer,

Na américa é obsessão.


Assim se deu na Correia,

Na China, na Guatemala,

Na Indonésia nem se fala,

Em Cuba, pobre plebeia!

Na Guatemala, foi feia

A invasão dos anjos-maus

No Congo, no falto Laos,

No Camboja matou por nada,

Na Guatemala, em Granada

A matança gerou um caos.


Atacou o Líbano, a Líbia

A Síria e El Salvador,

Na Nicarágua, o terror

Fez a Nação fraca, tíbia,

Nem uma menção da mídia

Sobre aquela mortandade

Nem ação de caridade

Para atenuar o horror

Somente gritos de dor

Perderam-se na vaidade.


No Irã mataram centenas,

No Panamá uns milhares,

No Iraque mais que trilhares,

No Kuwait várias dezenas.

Foram guerras por melenas,

Ceifando vidas virginais,

Teses farsantes banais

Movendo a geopolítica

Em ação apocalíptica

Nos seus modos Infernais.

 

A Somália ainda geme,

Bósnia, Sérvia e Sudão,

Matou no Afeganistão,

Assassinou no Iêmen.

O Iraque, povo Mosleme

Em sua terra agredido

Violentado, abatido

Com extrema ousadia

Muito mais que covardia

D’uma guerra sem sentido.


No Iraque despedaçou

Vidas em crime de guerra,

Destruindo o povo, a terra

Nisso a ONU fracassou,

Foi faltosa, disfarçou,

Escondeu toda verdade

Sobre a desumanidade

No Iraque, Afeganistão

No Iêmen, Cazaquistão

E na Síria atrocidade.


A américa e Israel

Dizem-se contra o Islã

Querem fulminar o Irã

De forma rápida, cruel,

Esse fúnebre papel

Dessas Noções desordeiras

Sociopata grosseiras,

Maldosamente egoístas

Protetoras de fascistas,

Entusiastas coiteiras.

 

O Irã deve resistir

Essa forma de agressão

E nem ceder à pressão

Que possa vir existir

Nem queira se permitir

Aceitar a escravidão,

Porque toda servidão

Quando o serviçal admite

É sugada sem limite,

Mas sugere gratidão.


O tolo vê o que não vê

Reconhece o que não viu,

Sabe o que jamais ouviu

No entanto, tudo antevê,

Até do mundo o porquê

Da desordem cognitiva

Que sua mente indutiva

Produz asnice frondosa

Que acomoda melindrosa

“Gente nobre” proativa.


Livre-se sempre do tirano

Seja firme, não se dobre,

Ele tem feição de nobre,

Mas com um perfil mundano,

Desvairado, desumano

Ganancioso, perverso,

Arbitrário, controverso,

Desalmado prepotente,

Mentiroso inconsequente,

Um mitômano disperso.

 

 

 

 

 

 

domingo, 22 de fevereiro de 2026

O FÁSCINORA HERÓI


John D. Rockefeller,

O criador da maldade,

Fez riquezas usurpando

O trabalho, a dignidade;

Na saúde só falácias,

Mezinhas sem eficácias

Drogando a humanidade.


Submeteu universidades,

Fraudou muitos protocolos;

Deu forma a educação

Escrava, só para tolos

Dirigidos àquela crença;

Pagou subornou a imprensa

Pra não divulgar seus rolos.


O crime, às vezes, compensa,

Basta ter o aval do Estado,

A casta sabendo disto

Faz projeto floreado:

Mas logo a pandilha apronto

Os tolos pagam a conta

Do País organizado.

 

Mário Bento de Morais

 

 

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ICONES DA HISTÓRIA DA MINHA TERRA

A segunda parte dedicada a

família Paulo Neto, a família de “Seu Né Araújo” e a família do mestre artesão, João Evangelista de Morais (João Girome) 

Mário Bento de Morais

O iluminismo foi etiqueta poderosa do século XVIII (1701-1800), o Século das Luzes, estro que despertou a razão adormecida no “berço “esplêndido” do famigerado absolutismo, assinalado pelo poder nas mãos do monarca que não aceitava submissão a órgãos legislativos, judiciais ou constitucionais. Esse lampejo intelectual veio para reformular, recompor e renovar, com mudanças estruturais a sociedade; um antídoto às truculências do Velho Regime, colocando a “razão acima da fé e da religião’. De forma que o iluminismo teve como coadjuvante intrínseco a “Revolução Industrial”, principiada na Inglaterra, que veio dar novo formato à produção.

Em 04 de julho de 1776, ano bissexto (calendário gregoriano), finda-se a submissão colonial das Treze Colônias a Inglaterra. Assim eram conhecidas antes da Independência. Depois da conquista, as antigas colônias passaram a ser estados soberanos que se uniram em uma república federal. Esse triunfo colocou os Estado Unidos como a primeira nação do continente americano a se tornar independente. Enquanto isso, na américa do Sul, em terras Brasileiras, a efervescência era o “Ciclo do Ouro”.

No século XIX (1801-1900), solidifica a “Revolução Industrial”; o Imperialismos Europeu se faz coroado de esplendor; Itália, Alemanha transformam o mapa Europeu ao unirem territórios fracionados em “Nações ricas e modernas”.

    No Brasil, movimentos relevantes, densos e complexos marcam seu povo, como: a independência (1822); o fim da escravidão (1888); a Proclamação da República (1889); revoluções liberais (1848); invenções da fotografia em 1826, mas a primeira imagem veio 1839, invenção pratica – e do automóvel em 1885, primeiro carro pratico – e ainda o divino nascimento de movimento artístico cultural, o Romantismo com raízes na Europa –  Alemanha, França e Inglaterra, no fim do século XXIII, todavia, a ideia só veio mesmo ganhar dinâmica no início do século XIX; já Impressionismo marcou o Século das Revoluções.

Na Paraíba, o século XIX chegou com muita turbulência, isto ocorreu por causa da transição do Brasil Colônia para o Império e posteriormente, para a República, com forte participação em revoltas liberais, crises econômicas e transmutações sociais. A proclamação da República (1889), fez a Paraíba deixar a pecha de província para status de Estado, efetivando o desenlace do Império, enquanto nos bastidores, as elites urdiam instrumentos para o nascimento do aviltante coronelismo e construção das depravadas oligarquias políticas.

O Século das Revoluções, já marchava em busca do seu final, quando trouxe à luz homens que se tornaram lendários com dotes sobre-humanos, os quais, a natureza generosa os fez surgir em São Mamede, vindos das galáxias estelares, para que na tenra idade do século XX, acordasse a aldeinha de são Mamede. E em 05 de abril de 1903, Manoel Augusto de Araújo, “seu Né Araújo” e Manoel Faustino da Costa, realizaram naquele chão sagrado a primeira feira e a primeira missa, culminando a ação histórica com o batizado de Afonso Augusto de Araújo, o caçula da primeira família de seu Né Araújo, senhor de Engenho na fazenda “Riacho do Tatu”.

Afonso Augusto de Araújo, “seu Afonso” e Manoel Augusto de Araújo Filho, “seu Araújo”, este último, primogênito do precursor, seguiram as pegadas do incansável animoso, não como senhores de engenho, mas como homens da terra. “Seu Araújo” ainda passou pela política, fora eleito vereador pelo Partido Progressista (PP) no município de Santa Luzia, em 9 de setembro de 1935, como representante do distrito de São Mamede.  Afonso Augusto de Araújo do Partido Social Democrático - PSD, também passou pela política na primeira eleição municipal realizada em São Mamede, fora eleito vice prefeito com 1.048 votos, fonte TRE-PB, o que corresponde a 52,96% dos votos validos. O prefeito eleito nesse pleito fora Inácio Bento de Morais com 1.100 ou 54,13% dos votos validos, pela União Democrática Nacional - UDN, nessa época, votava-se para eleger o Prefeito e o vice separadamente que por quatro anos estiveram à frente dos destinos de São Mamede de (1955-1959). 

Depois destas passagens pela arte da construção social, a política, os irmãos Manoel Augusto de Araújo Filho e Afonso Augusto de Araújo não voltaram mais à política, mas se mantiveram fieis à vida do campesinato... Já Inácio Bento de Morais manteve-se proativo na arte de bem servir e, antes de findar o mandato de prefeito em São Mamede, candidatou-se em Santa Luzia (a lei permitia) e venceu as eleições municipais de 1959 pela UDN, com 1.658 ou 53,55% dos votos validos, derrotando nas urnas o seu cunhado Mário Pergentino de Araújo, que teve 1.438 ou 46,45% dos votos validos. Nessa eleição a abstenção foi de 2.423 ou 43,9%, do total de votantes que era de 5.519.

A saga dos feitos extraordinários em São Mamede, descortinou o visionário por excelência o Major Felipe Nery Cabral, senhor de Engenho na fazenda Santa Fé e pai de uma lenda Júlio Nery Cabral e do fidalgo de mãos limpas, José Paulo Neto. José Paulo, tornara-se amigo pessoal de João Goulart, que fora Ministro do Trabalho em 1953 no governo de Getúlio Vargas. O Gaúcho de São Borja, Jango, assim conhecido, consolidou o trabalhismo no Brasil e assumiu a liderança do PTB após o suicídio de Vargas, em 24 de agosto de 1954 aos 72 anos com um tiro no peito no Palácio do catete, Rio de janeiro, o ato foi motivado durante uma grave crise politica, após pressões de militares e da oposição para sua renuncia. Jango foi vice-presidente de JK e de Jânio Quadros e presidente do Brasil (1961-1964). Certa vez, apresentado ao Presidente Getúlio Vargas, na época por Jango, José Paulo Neto, o presenteou com uma sela de montaria feita pelo mestre artesão João Evangelista de Morais (Seu João Girome) de São Mamede. Papai João, era assim que filhos e netos o chamavam, nasceu em 1893 e faleceu em 1986. Era de fato um gênio!

    Outros magníficos gens da raça humana, que não apenas sonhavam em alcançar a extrema dignidade do caráter, mas com suor e lagrimas, tornavam esses sonhos realidades imensuráveis,  eis as instituições: Cícero José de Maria, seu Cicero Ciriema, fazenda Riacho do Meio sede; Francisco Pergentino de Araújo, “Chico Pergentino”, fazenda Mimoso “sede”; Áureo Clemente Guedes, fazenda Papagaio “sede”; Misael Augusto de Oliveira Filho, fazenda Lajedo Alto “sede” foi nomeado prefeito para instalar o município de São Mamede 1953-1954), quando da sua emancipação política; Nilson Oliveira de Araújo, fazenda Saco de Serra Branca “sede” foi comerciante e prefeito; Manoel Mallet, fazenda Olho D’agua dos Anísios; Crisaldo Emídio de Medeiros, fazenda Várzea Alegre; Ezequiel Marcelino, fazenda Monte, “sede” João Elizeu de Medeiros, Joca Elizeu, fazendo Gatos; Luiz Campina, fazenda Campo de Cruz; Ernesto de Lima, fazenda Pernambuca; João Candido de Medeiros, fazenda Saco do Monte; José Gambarra, fazenda Riacho dos Cavalos.

 

Fontes: Livros didáticos antigos de história Geral e do Brasil;

Livros de Histórias da Paraíba;

Pesquisas na Internet

Informações da politica TRE-PB

Informações de fatos antigos adquiridos pelos contatos

Com os antigos moradores e cinquenta anos vividos em São Mamede;

 

 

                    


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A LISTA EPSTEIN


Está nos anais de Epstein

Como cumplice da orgia,

Americanos, judeus,

Que transam pedofilia.

São gangsters milionários,

Poderosos, ordinários,

Monstros cruéis, desumanos,

Presunçosos, temerários,

Réprobos, vis, mercenários,

Assoberbados tiranos.


Herdeiros de dinastias,

Europeus sofisticados

Criminosos enrustidos

De barões assinalados.

São lúmpens usando grifes

Com seus traços de patifes

O mal em ação, os exibe,

Destruindo as esperanças

De vulneráveis crianças

Numa ipuã do Caribe.


Concebam uma Nação,

Que sabia, mas negava,

O crime qualificado

Que a nobreza praticava,

Sob um manto de vaidades

Criavam-se mil verdades

Forjadas pelas elites

De lordes americanos

Estupradores insanos,

Opulentos sem limites.


Um país de desvairados,

Toca de saqueadores,

Antro de pedofilia

Terra de sequestradores.

Onde falsos moralistas

Exibem suas conquistas

Dos seus prazeres carnais:

Com crianças traficadas

Para serem estupradas

Nas luxurias sexuais.


Mário Bento de Morais.

 

 

 

 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VIVA!!! AGORA SIM.

A cidade está feliz,

Agora sobra prefeitos,

Mas o atraso permanece

Porque não somos perfeitos:

Tem prefeitos com diplomas

Que dominam axiomas

Com seus méritos boçais,

Geralmente, não tem votos,

São puxa sacos devotos

Da corja dos serviçais.


Ganham notoriedade

Bajulando a tirania

Sob o relho cesarista

De torpeza e vilania.

São brindes à lealdade

Que os farsantes da maldade,

Com vigores mandraçais

Espreitam pelos esgotos,

Os delírios dos arrotos

Da corja dos serviçais.


São cabides sem ter votos,

Que se dão bem na cozinha

Adoram os “Restos de Ontem”,

Cultuam as panelinhas.

Às vezes, quando ridículos,

Com a boca nos testículos

São pegos nos lodaçais 

Do caos dos intendentes

Que curtem esses pendentes

Na corja dos serviçais.



Mário Bento de Morais

CLIVAGEM SOCIAL


A cisma atende aos mercados

Da escória Faria Lama,

Que usurpa o País, difama

Com seus golpes orquestrados.


Urde bandos adestrados,

Para encenar, fazer drama,

Instar ódio, tecer trama,

Criar golpes; moderados?


A clivagem toma rumo

Execra, corrigi o prumo

Humano, da fé e da cor,


Isto importa? Vale o poder,

Que aliena e faz arder

Os ossos vivos da flor.


Mário Bento de Morais

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A FOME DA CIÊNCIA


Postulava o estranho em rudes brisas

Ofício na povoação dos mortos,

Cuja saúde, embarcava nos portos,

Deixando a inanição como divisas.


Vibravam os lerdos, presos, absortos,

Nas reflexões pálidas imprecisas,

Incidentais, infames, inconcisas,

Causando-as severos desconfortos.


As massas parvas veem nos jornais

Os dons da ciência em cores banais,

Urdirem rumo à humanidade,


Cega não ouve, mira o brilho e não colhe,

Nem sente a abundancia que lhe tolhe,

Mas crer no poder da fatalidade.

 

Mário Bento de Morais

 

 

sábado, 22 de novembro de 2025

POEMA – MÃE DE LEITE

           Dedicado à minha Mãe, Severina   Lucena de Morais, Mãe de Leite de dezenas de crianças de São Mamede, minha terra, além dos seus 11 filhos.

“O leite é feito de sangue”

A partir de uma filtragem,

Embora não seja sangue,

Mas sangue e leite interagem

De forma significativa

Numa belíssima imagem.


Ao processar a filtragem

Ações extraordinárias

Extraem água e nutrícios

Pelas glândulas mamárias

Glicose, aminoácidos

E as gorduras primárias.


Assim, sintetize o leite

De maneira natural,

Alimento necessário

À formação estrutural

Dos mamíferos, que inclui

Um esqueleto axial.


Pra composição do leite

Conforme as regras normais

O sangue fornece a água

E gorduras especiais,

Proteínas e Lactose

E abundantes minerais.


Quem amamenta se doa,

Partilha algo valioso:

A vida buscando a vida

Num quadro maravilhoso,

Que nem Picasso matiza

Tão grande amor copioso.


As amas de leite levam

Nos seios a vida, provida

De amor para além do bem

E da razão comovida,

Dando-se a realidade

À preservação da vida.


No dia 20 de outubro,

No segundo mês das flores

Corria o ano de 22,

Desperta os céus com louvores,

Cantando Ave Severina

Eram os anjos cantores.


Foi Severina, a Divina

Ama de sublime amor

Dos filhos e mãe de filhos

Que buscavam seu favor,

Nos seios fartos do leite

Santamente, alentador.


Era a Madonna Lactans

Daquele sertão sofrido

Onde só a misericórdia

D’um coração comovido

Carregado de bondade,

Para o bem oferecido. 


Amamentou fartamente

Seus 11 filhos no peito,

Ama nutriz de dezenas

De filhos, que com efeito,

Sorriam-lhe com os olhos

D’um Divino satisfeito.


Fez do doar-se uma prática

De servir e ser servida

Continuo de fé ardente

Numa verdade vivida

Em se dando recebendo

pra celebração da vida.



Mário Bento de Morais 

terça-feira, 4 de novembro de 2025

SÃO MAMDE - FOI ASSIM.


Eras o amparo das dores antigas 

E dos sonhos, que se foram tolhidos

Por injuções de classes e oprimidos

Na origem por quimeras inimigas...

 

Motivados por status reprimidos,

No ego rude da estirpe, as fadigas

Históricas por vias das intrigas

Dos velhos desejos jamais vencidos.

 

E nas ruas sob a luz do fracasso

As ideias de poder sem espaço

Poluíam o espaço descolorindo,

 

A lucidez fecundada no povo,

Que se permite conhecer o novo,

Para encontrar o futuro sorrindo.

 

Mário Bento de Morais

 

SÃO MAMDE


Berço distinto de fidalga gente

Que recebera a posse da amizade

Decorosa por gentil humildade

De coração fecundo, sorridente!

 

Eia! Pousada de sonho à igualdade,

Forjada no recôncavo da mente

Refletida no convívio presente

Vibrando no seio da intimidade.

 

Lembro-me dos retorcidos caminhos

Das sinuosas veredas sem fim

Esquecidas nos velhos pergaminhos;

 

Lembro-me das ruas, ai que desejo!

Impregnado de saudades em mim

Pulsando nesse peito sertanejo.

 

 

Mário Bento d Morais

 

 

 

domingo, 28 de setembro de 2025

JESUS, PERSEGUIDO

Ainda muito criança

Teve que ser exilado,

Fugiu por perseguição

Pra não ser supliciado.

Jesus, verbo da esperança

Sofre com essa mudança,

Mas protegido por Deus,

Que guardou, aquele menino,

De Herodes, o assassino,

Mas foi mártir dos Judeus.


Ocultou-se lá no Egito

Toda família sagrada,

Jesus, Maria e José,

Fizeram dura jornada,

Perigosa, estressante

Pelo deserto escaldante

Narrado por São Mateus,

Com brilhante descortino

De Jesus Cristo, Divino,

Vítima atroz dos Judeus.


Revelado a São José

Em sonho o fato ocorrido,

Deus, o Senhor avisara

Que o algoz tinha morrido.

Vá pegue a Mãe, o menino,

Para cumprir o destino

Volte a terra dos hebreus

Pois, não há mais desatinos,

Jesus resiste, os assassinos,

Mas foi mártir dos Judeus.


Quem trama a morte de alguém

Com certeza é assassino!

Herodes matou crianças

Por seu cunho raposino

Em defesa do poder

Pois, não queria perder,

Mas seus instintos sandeus

Deram-lhe dote ladino,

Jesus não morreu menino,

Mas foi mártir dos Judeus.


O poder leva a loucura

Tira o senso, cega, mata;

Lerdo transforma-se em mito

De índole sociopata,

Engana a lei dos iguais

Pra tornar o povo eguais

Com seus transes de asmodeus,

Acordando os dons felinos

Dos romanos libertinos,

Que venceram os Judeus.

 

Jesus medrou belo e forte

Em meio a lentos doutores,

Que viam a lei, não o homem

Sem mensurar suas dores.

Mas Jesus, chegando ao templo,

Quando menino, deu exemplo,

Sobre a lei que os fariseus

Liam, como um filistino,

Mais tarde, aquele menino

Foi mártir pelos Judeus.


Jesus disse: a lei só é boa

Quando seu fruto é justiça,

Ao inverso, puna-se a lei,

Pra se evitar a cobiça,

Que pode contaminá-la

Com chicanas nodoá-la

E manchar os dogmas seus

Por seus falsos libertinos,

Que na pele de rabinos

Dominavam os Judeus.


A lei boa não escraviza

Educa com equidade!

Não condena o inocente

Nem lhe dar imunidade.

Age conforme a razão

licitude, correção,

Para ricos ou plebeus

Seguirem com seus destinos

Gentios ou palestinos,

Não só apenas os Judeus.


Antes de chegar a hora

De cumprir as escrituras,

Na Festa de Canaã,

Sua Mãe viu as agruras

Dos que serviam ao enlace,

Disse a Jesus face a face,

Os nossos hosts Galileus

Faltou-lhes vinhos taninos,

Jesus com seus Dons Divinos

Fez sinais para os Judeus.


Jesus disse: a minha hora

Ishá, ainda não chegou!

Porém, a virgem sabia

E como Mãe se apressou

E disse sem duvidar

Façam o que Ele mandar,

Cumpram como os natineus

Povo dos dons genuínos

Para os serviços divinos,

Que também eram judeus.


Jesus viu seis grandes talhas

E disse para os serventes

As encham todas com água

Sob os olhares presentes,

“Transformou a água em vinho”

Abluindo, então o caminho

Para conquistar os seus

Irmãos sem voz, pequeninos,

Escravos ou libertinos,

Gentios e os não judeus.


Após a festa, a notícia

Do milagre varreu o mundo,

Aldeia, templo, sinédrio,

Sentiram algo profundo:

Era o Messias chegando

Entre os seus anunciando

Ali a presença de Deus

Único, absoluto trino,

Senhor sublime, Divino

Mas foi mártir dos Judeus.


No fim da festa das bodas

O mestre disse à cada um

Dos irmãos, a Mãe aos discípulos,

Vamos à cafarnaum!

Pregarei lá a “Boa Nova”

E do meu Pai darei prova

Para todos Galileus,

Que já foram peregrinos,

Que já foram peregrinos

Tratados de valdevinos

No Egito, os irmãos Judeus.


Chegando a cafarnaum

Recobrou a sogra de Pedro

Recuperou o paralitico

Sob reprovo do sinedro.

E sem se dá a acepção

Atendeu ao centurião

como O fazia aos Galileus

Soberbos ou pequeninos,

Jesus, nos planos Divinos,

Que veio para os judeus.

 

Ainda em Cafarnaum

Curou o endemoniado;

O entrevado que os amigos

O inseriram pelo telhado

Da casa aonde ensinava

Que o Reino se aproximava

Como presente de Deus

Até para os sem destinos,

Jesus, nos planos Divinos,

Que veio para os Judeus.


Saiu de cafarnaum

E para Naim seguiu

Ressuscitou o filho único

Da viúva e, repartiu

A palavra com o povo

Ensinando um reino novo

Para gentios, Hebreus,

Sem endosso dos Rabinos

Religiosos ladinos,

Monstros dos sonhos Judeus.


A notícia dos milagres

Que Jesus fez na Judeia,

Espalhou-se em toda parte

Desde o campo a assembleia,

Era o amor florescendo,

A justiça, a paz nascendo,

Nas terras dos Macaréus,

Para elite e campesinos,

Velhos, mulheres, meninos,

Pertos do reino de Deus


João Batista, o Profeta

Quis saber então dos fatos

Da notícia que corria

Ou se eram meros boatos.

Enviou dois seguidores

Para o Senhor dos Senhores

Diga: em nome de Deus,

Vós sois do plano divino?

O cordeiro peregrino,

Que veio para os Judeus?


Jesus disse: sim, “EU SOU”.

Voltem e digam à João:

Cegos veem, surdos ouvem,

Todos têm a salvação.

Quem ver a MIM, ver o PAI,

Para o abismo não vai

Por culpa dos erros seus

Porque os farei hialinos,

Homens limpos, cristalinos,

Estrangeiros e judeus.


Em seguida os seguidores

Que João mandou a Jesus,

Levaram a Boa Nova

Ao mensageiro da luz.

Do qual Jesus observou

Às multidões e exortou

João nos planos de Deus,

Como postilhão Divino,

Muito embora sibilino,

Pra cognição dos Judeus.


João clamou no deserto

Para o arrependimento

Dos pecados cometidos

Motivo de sofrimento

De um povo perseguido

Atormentado sofrido,

Vítimas dos saduceus,

Aristocratas maldosos,

Perversos e poderosos,

Fina usura dos judeus.


Jesus, o filho do Homem,

Disse com a voz destemida:

“EU SOU” e ainda conclui,

Caminho, verdade e vida.

Siga-me os atormentados,

Pobres, marginalizados

Esquecidos, filhos meus,

Qu’Eu os tornarei meninos

Para sempre pequeninos:

“Não temais, porque sou Deus”


Os fatos incomodavam

Ao Sinédrio repressor!

Que engendrou uma narrativa

D’um Jesus agitador.

Herege, louco, blasfemo,

Que se levantou ao extremo

E se fez filho de Deus;

Esse é um dos desatinos

Citados pelos rabinos

Para incitar os judeus.


A mentira do sinédrio

Triunfou sobre a justiça,

Condenou-se um inocente

Preservando-se a cobiça

D’uma elite religiosa,

Facínora, insidiosa

Da seita dos Saduceus,

Que negava dons divinos,

Pois seus instintos malinos

Desagradavam a Deus.


Pra legitimar a trama

arquitetada no plano,

Era preciso a chancela

Do governador Romano.

Mas Pilatos compelido

Para não ser envolvido

Em assuntos extraneus,

Como fazem os cretinos

Inocentes, mas vulpinos,

Um comparsa dos judeus.


Em vão perguntou Pilatos,

Que crime Ele cometeu?

Gritos de crucificai

Vibraram no ego Hebreu.

Pilatos lavou as mãos,

Compreendeu que os irmãos

De Jesus, filho de Deus,

Eram malditos raposinos

Com seus instintos rapinos

Mas, todos eram judeus.


Cravaram Cristo na Cruz

Sob humilhação, torpeza,

Indiferença, maldade,

Causando à terra tristeza!

Tremiam os horizontes

Os mares, rios e fontes

Clamando justiça a Deus

Para a corja de assassinos,

Que atendiam por rabinos

Conselheiros dos judeus.