"A primeira comunidade, que nunca deixará de existir pelo simples motivo de ter surgido naturalmente, tem por base a associação entre o marido e a mulher, o senhor e o escravo". Com a família veio à aldeia, necessária devido à expansão da base - formação da prole. E, num estágio mais complexo, pela necessidade de organização, surgem as cidades. A partir dai, as relações se diversificam, formam-se novos grupos sociais que passam a se rivalizarem entre si; a ideia do privado se sobrepõe ao coletivo dos primeiros tempos: outras cidades nascem para moldarem a "Estado Perfeito".
Nesse estágio ainda prevalecia os costumes e as tradições que eram entendidas como direito familiar e aos poucos, ganhavam espaço para possibilitar em outro momento, o advento do direito interfamiliar, dando plena condição para o surgimento do direito público. Assim, a comunidade evoluía, as classes se organizavam, o estado de direito era necessário; Aristóteles, afirmara que o homem é um ser político, portanto, capaz de se adaptar naturalmente as mudanças comportamentais, sociais, e transformar o seu meio num ambiente menos hostil e adequar a realidade às suas necessidades.
Com essa capacidades cabível somente aos seres humanos, ressalta-se o aperfeiçoamento do homem que começa a interagir, para dai criar as condições favoráveis que possibilitem um efetivo crescimento social, econômico e cultural, visando alcançar a plenitude do viver bem. Mas para que tudo isso pudesse acontecer era necessário quebrar as amarras que davam sustentabilidade aos conceitos de natureza egoístas ou ridiculamente formulados por idiotas frustrados, como: superioridade étnica, bélica, cultural e tecnológica; desestimular através de raciocínio justo o preconceito que nodoara e ainda mancha a dignidade da imagem e semelhança de Deus, por causas dessas mentes inferiores.
Porém, os caminhos para as ciências eticamente corretas se abrem a passos largos. Já se pregam respeito pela terra, pelo meio ambiente. Sujamos menos limpamos mais. Preservar virou palavra de ordem nas escolas e na sociedade; vivemos a era da relação estável com nós mesmos. Num ato de insanidade brutal disse Luis XIV: o Estado sou eu. Nos nossos dias fazendo trocadilho, dizemos: Nós somos o Estado! Estado e sociedade se completam formando um só corpo, tatuando na própria carne uma só alma.
Assim, edificaremos um futuro humanamente correto, socialmente justo, prazerosamente feliz, moralmente sensato, eticamente transparente. Onde passam viver os diferentes, mas igualmente humanos e filhos da mesma mãe, a terra; que segundo Gláuber Rocha, não é de Deus nem do diabo, a terra é dos homem.
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