domingo, 24 de julho de 2011
CIVILIDADE?!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
LIMITE?!
terça-feira, 19 de julho de 2011
DISCURSO SAUDANDO DR. RICARDO TADEU FEITOSA BEZERRA , ASSESSOR JURÍDICO DA FUNDAÇÃO ESPAÇO CULTURAL DA PARAÍBA - FUNESC 2010, PELO SEU ANIVERSÁRIO
segunda-feira, 18 de julho de 2011
DISCURSO SAUDANDO MAURICIO NAVARRO BURITY E ANA MARIA DE GOUVEIA – PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE RESPECTIVAMENTE DA FUNDAÇÃO ESPAÇO CULTUTAL DA PARAÍBA
Senhoras e senhores, boa tarde! Enquanto procurávamos um título para ilustrar esta dupla saudação, eis que de repente surge um, que acreditamos ser o mais qualificado para o momento, porque dar a dimensão exata do nosso propósito, data vênia: O RESTAURADOR E A PRECURSORA.
Na data de ontem, 26 de julho do corrente, na capital da Paraíba, “que mais parece um presente do céu para ornar e agradar a terra”; na aldeia linda das Neves, nasceu Mauricio Navarro Burity, O RESTAURADOR. Broto da estirpe de Ingá, região metropolitana de Campina Grande.
Já dissera alguém: que Ingá fora visitada pelos os deuses astronautas, os quais, deslumbrados com a beleza daquele cantinho divino, legaram aos nativos, como dádiva prestimosa, as belas Itacoatiaras - inscrições rupestres feitas em pedras - um valioso tesouro a céu aberto que ainda desafia os estudiosos e envaidecem os ingaenses.
Filho de Tarcisio de Miranda Burity - um visionário arrebatado, um louco que ousou desafiar os monges do atraso, os profetas da decadência e os deuses do pessimismo para construir este templo, quando governador, um filho do bem, um apóstolo devoto da cultura; e de dona Glauce Maria Navarro Burity, de candidez exemplar, mãe diligente, exímia professora.
Disse-me um poeta, que o título de professora já lhe bastava e em seguida versejou: fostes vós raio fulmíneo de uma geração/ que na ignorância amargava a tempestade/ jovens sem perspectivas de liberdade/ relegados a toda sorte de humilhação. Porém, de vossa cátedra repartiste o pão/ do vosso gênio com perfeita eqüidade/ guiando pacientemente a mocidade/ para o mundo luminoso da instrução.
E, foi assim, como professora que arrancastes os colmilhos da ignorância que trucidavam gerações, para salpicar nos corações dos jovens o perfume do saber. E, se pouco falei da escritora Glauce Maria Navarro Burity, perdoem-me todos, é que prefiro falar da terra fértil não do campo florido.
O pequeno varão em foco cresceu dentro de um ambiente familiar de extrema compreensão e de afetividade generosa. Floresceu no seio esplêndido do amor fraterno, que aprendera em casa, galgou os degraus primorosos da adolescência, e experimentou as delicias da juventude. Nesse percurso sem tropeços conheceu a mais sublime de todas as mulheres – a música. Da qual disse Villa-Lobos: a música é um alimento para alma humana. O poeta popular explode: a música é a santa amiga dos boêmios, companheira solícita dos sonhadores, e consoladora inseparável dos apaixonados.
E foi nessa juventude de anelos ínsitos, que conheceu outros jovens de sonhos comuns, juntos se tornaram “Sociedade Anônima”. Uma Banda que nos anos 80 embalou uma juventude ávida de liberdade, jovens que traziam dentro de si, o sonho revolucionário de consertar o mundo da opressão e da injustiça, oferecendo-se, às vezes, em sacrifício.
Essa Banda em julho de 1989 – século passado – no Rio de Janeiro, gravou o primeiro LP, era vinil. Registra-se que fora num Studio da gravadora “Som Livre”, o mesmo que servira as “Paquitas” - grande sucesso da época - gravarem seu primeiro trabalho em disco. A Banda S/A tinha a seguinte formação: Roberto Muniz – Betinho - Tecladista, Eduardo Montenegro – Baterista, Maurício Burity – Baixista e Zé Filho Guitarrista. O disco claro atendeu as expectativas da Banda em vários aspectos.
Porém, em 1990, Maurício Burity, um dos lideres da Banda, mudou-se com a família para Recife, capital pernambucana, o que ameaçou em função dos ensaios, dos contratos a serem cumpridos, a sobrevivência do grupo que fatalmente, nesse ano, parou suas atividades. Em Recife dedicou-se as atividades empresariais até os primeiros meses de 2009
E aqui, noutro espaço, não muito distante da aldeia sublime, ali, logo ali aos pés santos e promissores do planalto da Borborema, rainha brejeira, noiva encantada de Argemiro, enamorada dos plebeus, princesa dos nobres, Atlanta dos tropeiros, eis Campina Grande, terra de gênios, santuário de Nossa Senhora da Conceição. E, foi nesse Olimpo de belezas siderais, que nasceu na data de amanhã, 28 de julho do ano em curso, Ana Maria de Gouveia, A PRECURSORA.
“Poeira” (apelido de família, por causa dos cabelos finos), a menina sapeca que aos oito anos de idade já estudava acordeom – instrumento que costumava tomar por empréstimo a vizinha estimada, uma irmã do cantor Capilé; “aninha” (apelido de amigos), aqueles que a acolheram no regaço da juventude e juntos edificaram castelos quase indestrutíveis de sonhos; e “diva”, alcunha que mais se identifica porque veio da genialidade que trouxera de berço, do talento caudal que não se esmera para aparecer, porque já aparece refinado e lapidado; dos gestos meigos e delicados, e da sensibilidade aflorada para “o barulho que pensa” a música – sentenciou Victor Hugo.
A cantora lírica que tem a voz de anjo, candura de criança e a postura de deusa. Filha de Pedro Benjamim de Gouveia, empresário austero, comerciante competente, exportador perspicaz das fibras que brilharam sob os céus de Campina Grande, o ouro branco dos matutos - o velho algodão - e os fios dourados do nobre cariri – o agave. O flautista nas horas de reflexões trazia também nas veias o sangue azul das legendas de Areia; e de dona Iraci Figueiredo de Gouveia, mãe presente, genitora prendada, lidadora incansável, coadministradora da empresa da família. Soprano de voa leve que atinge notas agudas só para agradar os ouvidos de Deus, assim era dona Iraci quando cantava nos eventos religiosos.
Pais dedicados e atenciosos que receberam dos céus as bênçãos sagradas para a maior de todas as missões: construir uma família. A primeira igreja – o primeiro altar - o escrínio de todo amor de Deus para edificar a humanidade.
Ano passado quando aqui cheguei, encontrei uma operação de guerra. Um exército aguerrido de funcionários se esmerando na vassoura para lavar os pecados aqui cometidos por pessoas insensíveis; essa atitude me fez lembrar – João Batista, o precursor obstinado, que lavara no Rio Jordão os pecados dos judeus; porque lavar significa tornar limpo o que era sujo, e renovar o que era velho.
Assim, fez à precursora, quando assumiu como vice-presidente e interinamente a presidência, limpou toda sujeira, aplainou as veredas, endireitou os caminhos, alargou as estradas.
Após esse feito, eis a notícia que causou um alvoroço sóbrio e gerou uma expectativa comedida: a nomeação de Maurício Navarro Burity, para assumir a presidência da Fundação Espaço Cultural da Paraíba. Um jovem gestor de muita verve, capacitado nos bancos da Universidade e experimentado na iniciativa privada, trouxe todo seu potencial para a administração pública.
Trouxe também um coração esbanjando sentimento de zelo pela obra concebida pelo seu pai, porém adverte o tribuno: “que quanto maior é o sentimento, maior é o martírio”. E assim, podíamos ver nos seus olhos a dor estampada com o descaso em que se encontrava o patrimônio cultural do povo da Paraíba – relíquia do governo Burity.
Mas, o gestor indômito não se quebrantou com os desafios encontrados, os quais lhes serviram de alento para as conquistas insondáveis, reforçando o que dissera Da Vinci: “não se volta quando a meta é a estrela”. Em menos de um ano sem alarde já se via o resultado do trabalho do restaurador, ratificando o que disse Rhoden: “falar é bom – calar é melhor – pensar é necessário – intuir é suficiente”.
Hoje, O Presidente Maurício Navarro Burity e a vice-presidente Ana Maria de Gouveia, estão de parabéns. Primeiro pela passagem dos respectivos aniversários, segundo, por devolverem ao povo da Paraíba, já recuperada e em plena condição de uso a Fundação Espaço Cultural da Paraíba e seus equipamentos culturais.
Caros aniversariantes, “pelo muito que fizeram apareceram muito, e brilharam muito mais. Em grande conta centenas de admiradores os aplaudem e em escala exponencial, invejosos os criticam. Os que lhes admiram e os que lhes aplaudem, oferecem-lhes, assim como nós, uma oportunidade para que úteis possam ser a terrinha que se fez pequenina para tornar os seus filhos gigantes”, a nossa lindíssima Paraíba!
Esta é a nossa saudação. Muito obrigado!
João Pessoa-PB, 27 de julho de 2010.
Mário Bento de Morais
quinta-feira, 16 de junho de 2011
AQUI TUDO É POSSÍVEL
Estamos no Brasil, onde tudo é possível, até morar num engradado de enxaiméis e varas tortas, fasquias, barro amassado, sem ter janelas e nem portas: um quadro de vidas vivas expondo tão-somente imagens mortas, pintado ao longo do tempo pelos nossos governantes. Mas não estranhe, não; somos a sétima economia do mundo!
Temos um parque industrial de fazer inveja a muitos países; dominamos o átomo, e já podemos desenvolver a bomba atômica. Dá-lhe Brasil! O nosso potencial tecnológico ascende a passos largos aperfeiçoando-se a cada dia, agregando valores, alicerçando suas bases para atingir os objetivos traçados para o grau de potência emergente, grande hem? Quanto ao petróleo, o nosso ouro negro, a auto-suficiência já nos basta, certo? Talvez. Resta saber se ela realmente existe.
A agricultura bate recorde anos após anos, mas quem ganha o prêmio é Ronaldo, o Nazário, que não tem nada de nazareno, mas já salvou a Pátria brasileira. O cara é tão sortudo que escandalizou as crianças do mundo e a ONU, mas levou um relógio de ouro como gratidão pelo muito que tem feito pela devassidão mundo afora.
As nossas expectativas comerciais mais rentáveis atendem agora pelo nome de turismo: histórico, ecológico, religioso, de aventura e de eventos... De eventos? Sim, de eventos. Quanto á modalidade, disse o filosofo, eis a questão. Agora pensemos, portanto, na filha de uma grande autoridade vendendo seu corpo ao turista estrangeiro, e este avisado pelos agentes “especiais” que, haverá no roteiro uma adolescente brasileira na flor da idade para saciar-lhe a tara. Jóia, não? É assim meu caro, quem manda mesmo é o dólar, sabe? Mas é uma pena! Ah, sim, ia esquecendo, a adolescente que está na rota de colisão com o turista não é filha de uma grande autoridade, mas de um cidadão que ganha o salário mínimo. Viva o Brasil!
E a saúde?! Ora meu caro, estamos assistindo uma das mais bem sucedida operação sanitárias de todos os tempos. Agora, a bola da vez, são os pobres das periferias essa gente deve morrer, sugere o descaso dos gestores públicos. Lembra da segunda Guerra Mundial, o caso dos judeus? E o dos Muçulmanos da Bósnia? Pois é. Descartar pobres é a coisa mais fácil do mundo: eles não têm “poder” e o mais grave, são desorganizados. É uma gente perdida, gastar dinheiro com eles não compensa porque não tem retorno. O melhor, nesse real momento é desassisti-los porque morte e estatística fazem cadáveres, monges e beatos.
Finalmente vamos falar da deusa, a educação. Das cem maiores universidades do mundo, pasmem! Nenhuma é brasileira. Chato? Que nada. Chato mesmo é saber que a educação nunca foi levada a sério neste País. Atentem para o ano de 1852, quando o grande Gonçalves Dias, no seu relatório de inspeção, dizia: “quero crer perigoso dar-se-lhes (aos aldeados) instruções”. O senador Oliveira Junqueira (1879) dizia: “certas matérias, talvez, não sejam convenientes para o pobre; o menino pobre deve ter noções muito simples”, e outro senador de igual eloqüência, Teixeira Junior acrescentou: “a grande massa deve ter apenas instruções elementar”. Gostaram? Não? Então vejam o que disse na França em 1849, defendendo a “liberdade de ensino”, Thiers: “instruir pobre é acender o fogo debaixo de uma panela vazia”.
A frase agora é a seguinte: não é impossível promover as demandas sociais quando não existem expectativas de “caixa”.
domingo, 30 de janeiro de 2011
FLOR DA SERRA
Na serra algo se deu,
Flor da serra na serra
E sobre a serra morreu:
Seu caixão foi uma gruta,
A mortalha a pedra bruta
E o nada foi-lhe sua cruz;
Sem epitáfio e sem vela
Encontrei o corpo dela
E o entreguei a Jesus.
Hoje, ela é flor esquecida
Em meio as rochas e a terra,
Não há mais recordação
Daquela linda flor da serra,
Os ciprestes adormecidos
Entre as pedras esquecidos
Clama: flor da serra passou;
A morte de estranha feiura
Fez baixar a sepultura
Da serra a mais linda flor.
A fonte aonde se banhava
De água cristalina e azul
Que suavemente deslizava
No seu esplêndido corpo nú;
A água ficou suja e barrenta
Tristonha, muda e sonolenta
E de saudades secou;
Os pássaros lá emudeceram
Aos poucos desapareceram
E a serra deserta ficou.
Até a arvores da serra
Em rudes dores ficaram,
Nunca mais enverdeceram,
Eternamente se enlutaram;
Naquela serra esquecida
Tem uma flor esquecida
Que sem história morreu:
Ela é uma flor abandonada
Numa velha gruta sepultada
E seu grande amor era Eu.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
COMEÇANDO A ENTENDER A MINHA TERRA XI
MUNCIPIO DE SÃO MAMEDE
CARGO: PREFEITO
A quarta eleição realizada para prefeito no município de São Mamede – PB, teve apenas uma candidatura, a do Sr. Agenor Rique Ferreira – Tenente Agenor – pelo partido da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o seu vice prefeito, conforme acordo firmado na época, pelo então Governador João Agripino Filho, que veio especialmente a São Mamede, para pacificar o partido, foi o Sr. Nilson Oliveira de Araújo, que deixou o Partido Social Democrático (PSD) e se filiou a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Eis os resultados: Agenor Rique Ferreira obteve 1.612 votos ou 100% dos votos válidos. Total Apurado 1.612 votos; eleitorado 3.128 votos; abstenção 1.516 ou 48,47%.
RESULTADOS DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS NA PARAÍBA EM 1972
MUNCIPIO DE SÃO MAMEDE
CARGO: PREFEITO
A quinta eleição realizada para prefeito no município de São Mamede – PB, teve apenas uma candidatura, a do Sr. Nilson Oliveira de Araújo, pelo partido da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o seu vice prefeito Foi o Sr. José Francisco de Araújo – Zé Pergentino – ex Partido Social Democrático (PSD). Eis os resultados: Nilson Oliveira de Araújo obteve 2.149 votos ou 100% dos votos válidos; votos nulos 41; votos brancos 629. Total apurado 2.819 votos; eleitorado 3.409 votos; abstenção 590 votos ou 17,31%.
RESULTADOS DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS NA PARAÍBA EM 1976
MUNCIPIO DE SÃO MAMEDE
CARGO: PREFEITO
A sexta eleição realizada para prefeito no município de São Mamede – PB, teve três candidaturas: Otacílio Bento de Morais e Alonso Alves da Silva, a prefeito e vice prefeito respectivamente, pela ARENA1 (Aliança Renovadora Nacional), Antonio Alberto de Araújo e Luiz Leônidas de Medeiros, a prefeito e vice prefeito respectivamente, pela ARENA2 (Aliança Renovadora Nacional); José pequeno de Oliveira – Dé Pinicaca – e Juvenal Souza de Araújo, a prefeito e vice prefeito respectivamente, pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Eis os resultados: Otacílio Bento de Morais ARENA1, 1.516 votos ou 44,42% dos votos válidos; José Pequeno de Oliveira – Dé Pinicaca – MDB, 1.336 votos ou 39,14% dos votos válidos; Antonio Alberto de Araújo, ARENA2, 561 votos ou 16,44% dos votos válidos; votos brancos 20; votos nulos 27; total apurado 3.460 votos; eleitorado 4.045 votos; abstenção 585 ou 14,46%.