sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

VIVA!!! AGORA SIM.

A cidade está feliz,

Agora sobra prefeitos,

Mas o atraso permanece

Porque não somos perfeitos:

Tem prefeitos com diplomas

Que dominam axiomas

Com seus méritos boçais,

Geralmente, não tem votos,

São puxa sacos devotos

Da corja dos serviçais.


Ganham notoriedade

Bajulando a tirania

Sob o relho cesarista

De torpeza e vilania.

São brindes à lealdade

Que os farsantes da maldade,

Com vigores mandraçais

Espreitam pelos esgotos,

Os delírios dos arrotos

Da corja dos serviçais.


São cabides sem ter votos,

Que se dão bem na cozinha

Adoram os “Restos de Ontem”,

Cultuam as panelinhas.

Às vezes, quando ridículos,

Com a boca nos testículos

São pegos nos lodaçais 

Do caos dos intendentes

Que curtem esses pendentes

Na corja dos serviçais.



Mário Bento de Morais

CLIVAGEM SOCIAL


A cisma atende aos mercados

Da escória Faria Lama,

Que usurpa o País, difama

Com seus golpes orquestrados.


Urde bandos adestrados,

Para encenar, fazer drama,

Instar ódio, tecer trama,

Criar golpes; moderados?


A clivagem toma rumo

Execra, corrigi o prumo

Humano, da fé e da cor,


Isto importa? Vale o poder,

Que aliena e faz arder

Os ossos vivos da flor.


Mário Bento de Morais

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A FOME DA CIÊNCIA


Postulava o estranho em rudes brisas

Ofício na povoação dos mortos,

Cuja saúde, embarcava nos portos,

Deixando a inanição como divisas.


Vibravam os lerdos, presos, absortos,

Nas reflexões pálidas imprecisas,

Incidentais, infames, inconcisas,

Causando-as severos desconfortos.


As massas parvas veem nos jornais

Os dons da ciência em cores banais,

Urdirem rumo à humanidade,


Cega não ouve, mira o brilho e não colhe,

Nem sente a abundancia que lhe tolhe,

Mas crer no poder da fatalidade.

 

Mário Bento de Morais